Dourar a pílula é inútil,
Remar contra, é fútil,
Mimar é masoquismo,
Falar é já obsceno
Solução?
Lá fui eu, pensando (incrível, hein?)
Sistematizei a conclusão:
Comunhão, Tosca,
Grosseiro.
Imbecilidade, Boçalidade.
Sim.
Boçalidades, grotescas,
Barulhentas.
Gargalhadas rudes,
Deselegantes
Como chuva em Abril:
Ligeireza, confronto,
Esse gelo que me cobriu,
Vergastada na batuta,
Estupidez, má vontade,
Que pariu essa…
Dizia eu,
Asneiras, disparates,
Deficiências, incongruências,
Más decências, mal dissentes,
Retaguardas frondosas, vistosas,
Cachaços quentes.
Despeitos secos,
Vozes roucas,
Pétalas roxas…
Hmm…
Alicates.
Agudos, fracos,
Graves,
Gravíssimos, azedos!
“Si”’s menores sem Mi.
(Adivinhem só):
As oitavas majestosas,
Não descem pedestais,
Quebra-se o verniz, o cristal,
Rude atitude, sem sal.
Mas sapiência de papel,
Mais não que o é,
Ou notas elegantes de aluguer!
(perdoem acossado engano,
Mas rimar Papel com Papel,
Parece verso na hora de extrema-unção!)
Camarinhas.
Maravilhas colegiais,
Sorrisos dentais,
Como os fios,
Cabrestos ácidos,
Espinhos traiçoeiros.
Educações engraçadas,
Escondem porcelanas de pardieiro.
Assim era, a princesa do seu cantoneiro!
“-Nossa, mas que grosseiro!”
Assim é minha gente,
Este imbecil que daqui vos fala,
Tolo, guloso, pândego, ignaro:
Palavra de escuteiro:
Para mesquinharias tenho Faro!
Tão longe do Porto,
Que na Busca, pela verdade astuta
Que cada palpitação,
Dessa cruel e supramencionada batuta,
Sofre o seu aborto,
Falhada a existência!
Redunda em frieza, crueldade, mesquinhez:
Chamas gélidas,
Cheiram montanhas verdejantes…
Actos falhados,
Penetrações defraudadas,
Gemidos lesados,
Toques gelados,
Arrepios burlados,
Sentimentos… Espoliados!
Orgasmos frustrados.
Rasgos rapinos,
Vazios, enganados.
São sorrisos falsos,
Argamassas sobre glíter e purpurina,
Cremes e/ou after shave,
Dentinhos vampíricos espreitando os egos
Essas finas flor-do-entulho,
Que esmagam as crendices bacocas
Simpáticas e inocentes
Na graça humana.
Ahh... Sabores do vento!
Como as máscaras de Nietzsche,
Escondem gatos de Schrödinger,
Resignam intenções
Denunciadas por pantomima.
Balizas.
Ancas coxas vazias.
Olhares vazios, discursos frios...
Hipotéticas diversões.
Carrossel.
A gulodice, essa,
Luxúria da carne a haver,
Fica temperada em vinha,
Não de alhos, já se vê,
Lacrada como um repolho, astuto
Mas solitário.
Esconde-se sobre as camadas da cebola.
Já se vê – Maus fígados.
Despeitados em futuros já passados
Ilusões!
Que deixa os demais num assado!
Há definitivamente,
Inércias demasiado activas,
Que magoam na sua inexistência barulhenta.
Ilusões…
É destes pratos suculentos que se fazem as dietas.
Ah… Lugares comuns…
Doces clichés,
Tanto me agraciam as vísceras.
Pobre Andy, caro Michael,
Amigo Elton, camarada Mick
A quanto me obrigam!
Queria tanto ser um Manet
De aura Miró,
Fizeram de mim um Rubens
Com as maneiras de um Taveira.
Real como todas as histórias de amor,
Mesmo as que não existem:
Terminam em morte ou separação.
Visão enternecedora do inferno.
Digestão pesada.
E se tu, sim, tu,
Que isto lês,
Em nada disto te revês,
Mas questionas a cognição alheia,
Natureza desta ranhosa epístola mal formada,
E até recordas:
“-Este gajo não disse que sintetizou a conclusão?”
Bem... não, não
disse!
E é chato, asqueroso,
E insuportável da tua parte,
Em nada te valoriza essa tua atitude.
Disse que sistematizei.
Por tópicos assim ficou,
Saiu isto. Assim deixei.
Caracacá. Versos, rimas de.
Borracha.
Dormi sobre a questão
Rentabilizei o sermão.
Mirei uma opção
Falei com alguém,
Soltei uma gargalhada
Lavei as minhas mãos
Sinto agora que posso dizer:
“-Não basta carregar [ENTER],
Mudar de linha,
Para fazer de,
Um amontoado de texto
E Léxicos desordenados,
Fonemas desgraçados
Parvos, Sem sentido,
Um Poema.”
Ahh.. abatanados!
Easter Eggs
”Júan” João Bernardo, o
Cavaleiro de Pau do Apocalipse
14/12/2018