Diniz Oliveira Daniel Aires de Matos Ferreira Almeida, ou apenas Diniz Oliveira de Campos, como escolheu como nome artístico, muito inspirado em Álvaro de Campos, nasceu a 1 de Novembro
de 1996 em uma abastada família na região da Beira Alta mas que cedo se mudaram para a região de Sintra, tem um irmão um ano mais novo e, à sua semelhança, por imposição do pai, não lhe foi permitido herdar qualquer um dos nomes do ramo da sua família materna, que o ligaria aos famigerados "Albuquerque da Beira", sendo que é ainda primo afastado de Homero de Vaz Pessoa .
Amante de cães e gatos, como actualmente
passa por muitas dificuldades económicas (frequentemente o senhorio sofre um
pouco para receber a totalidade da renda), faz por isso voluntariado num canil
de Lisboa onde vive actualmente, no Largo da Graça.
Romântico incurável, todo ele é excesso de
emoções. Bastante mulherengo, pelo que dado o seu porte elegante tem facilidade
em não passar muitas noites só. Apreciador da beleza feminina nas suas mais
variadas formas, acredita ser o amante perfeito.
Eternamente depressivo e sofrendo males de
amor a um ritmo quase diário, consome e consome-se em toda a intensidade que o
corpo e mente humana lhe permitem, desfrutando cada momento como se fosse o
último, é fatal – sempre que alguém alerta e aconselha para ser um pouco mais
calmo, um pouco menos intenso – recita ipsis
verbis, melodiando: “-É para amanhã”. Venera a figura de António Variações todo o imaginário que
envolve este nome, da figura burlesca às letras que sente quase sempre que
foram escritas para si, pois sempre o descreveram melhor do que qualquer outra
ordem de palavras. O hino da sua vida, que dá voz à sua depressão e estado de
ansiedade e indecisão constantes é, de longe, “Estou Além” – que sonha um dia
poder cantar e tocar para uma multidão calorosa.
De literatura é consumidor quase exclusivo de
poesia, estilo que começou a ler timidamente aos onze anos, mas só aos doze é
que por indicação do tutor Sérgio Damião descobre Fernando Pessoa. Apaixonou-se
imediatamente por Álvaro de Campos, e é nele que encontra o que entende por sua "Alma Gémea", seria apenas casualidade partilharem o mesmo apelido? Não pode
haver maior sinal de que era ele, Diniz Oliveira de Campos, o legítimo herdeiro
lírico de Álvaro de Campos?
É grande consumidor de música rock, baladas,
folk, metal, jazz e blues, mas encontra conforto e eco das suas dores mais
profundas na música clássica, que usa para ouvir bem alto nos seus retiros
quando está mais irrascível, temperamental, ou simplesmente deprimido. Apesar
de escutar música de todas as nacionalidades, prefere música em português, pois
defende que para se sentir a música temos que ter afinidade e experiência real
com as suas palavras. A banda portuguesa em que mais se revê actualmente é GNR, sendo que na juventude foi grande
admirador de Xutos & Pontapés e Ruídos Verbais. Actualmente ouve mais António Zambujo, Sérgio Godinho, Samuel Úria e
Fausto Bordalo Dias, mas idolatra de
paixão e admiração Jorge Palma, e Mimi Froes por
quem tem especial carinho, mesmo nunca tendo tido oportunidade de com eles privar.
Um ávido consumidor de Cinema de Autor e
Independente, não recusa no entanto casualmente um blockbuster, ou mesmo filmes
de série B, quando precisa de simplesmente não pensar em nada- puro ócio. Pela
mesma razão actualmente já não segue séries, a não ser alguns episódios soltos
de sitcoms, apenas quando precisa de, pelas suas palavras - “Dar descanso às Sinapses”. As séries que
mais o marcaram foram Dr.House, Bones, Friends, Big Bang Theory
e How I Met Your Mother, onde sempre
encontrou personagens com que se identificou bastante. Não tem paciência para
policiais, forenses ou de acção.
Define-se como um idealista de fortes
convicções – Liberdade, igualdade e Dignidade, o que na sua visão, o impedia de
ter contas ou participar de alguma forma em redes sociais de qualquer género; contudo a sua visão neste aspecto amadureceu e mudou, viu nas redes sociaias, especialmente Instagram e TikTok, excelentes palcos para promover o seu trabalho, apesar de dificilmente interagir com algum admirador. Afirma no entanto, não obstante de as ter começado a usar (às redes sociais) que são espaços mal frequentados onde são constantemente
vilipendiados todos estes valores e conquistas da Humanidade, marcos da vitória
da civilidade sobre a barbárie. Gosta de utilizar um tom profético e épico no
seu discurso, num tom que lembra as visões cataclísmicas do seu grande ídolo “Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse”; numa memorável tarde em
que discutia com alguns amigos do bairro sobre as razões de não ter na altura redes sociais,, terá dito “-Para
casas de mau caminho, já me chegam aquelas onde canto para viver”.
Percurso
Académico e Relações Familiares:
É impossível dissociar uma da outra.
Apesar da condição financeira favorável,
sempre quis estudar em escolas públicas, pois era onde estudavam os seus amigos
do bairro. Graças à grande insistência e pressão maternas que, fosse por
excesso de amor ou de zelo, fazia sempre as vontades; o pai aceitou na condição
de que Diniz fosse acompanhado por um tutor pedagogo, que gerisse os seus
estudos e educação durante os tempos livres, assegurando-se de que o filho
recebia a melhor educação possível, mesmo no ensino público.
Aos seis anos teve o seu primeiro grande choque e desgosto com o falecimento da mãe, doente oncológica há vários anos, e Diniz ficava agora desamparado. O pai que sempre fora bastante ausente, passando dias e mesmo semanas em viagens profissionais, também sentiu esta perda, tornando-se muito mais frio e distante após a morte da esposa, o que afastou ainda mais pai dos filhos.
A presença do tutor, Sérgio Damião, que ao longo dos anos se tornou de certa forma, um pai
adoptivo, preenchia apenas parcialmente o vazio deixado pela mãe e a distância
do pai.
Ao atingir os 11 anos, o irmão mais novo de Diniz, Carlos, é institucionalizado numa escola religiosa cristã, forma de conseguir melhor gerir os recursos da família e garantir uma formação rigorosa, disciplinada e dentro dos valores cristãos, como era desejo dos seus pais, uma vez que por esta altura o pai já tinha desistido de tentar que Diniz seguisse a via académica normal e ignorasse o seu pulsar artístico
Graças ao esforço de Damião o aproveitamento
escolar deu frutos até à entrada no terceiro ciclo - a crise de identidade
própria da pré-adolescência provocou uma rebeldia que começou a rebelar-se, por
aquilo que designou na altura por “pensar pela própria cabeça” e “pensar fora
da caixa”. Diniz procurava já uma forma de se expressar.
Começava já a trocar as voltas ao pai, que
tinha destinado o futuro académico e profissional de Diniz, de forma a
transferir gradualmente ao longo dos anos a gestão da empresa, na família há
mais de dois séculos. Mas já aos doze anos Diniz tinha a certeza do que queria:
expressar-se através das artes da Poesia, Música, Teatro, Pintura e Cinema –
vai seguir Artes, custe o que custar. Foi este o primeiro grande conflito entre
Diniz e o Pai.
Quando ingressou no ensino secundário, o pai
obrigou-o a seguir o agrupamento de Ciências e Tecnologias, pois na faculdade
iria fazer Gestão ou Engenharia Agrónoma, s possível as duas.
Diniz que procurava entrar na Escola António Arroio em Lisboa, ou em
último caso, ensino profissional na área das Artes e Multimédia, fez a
contragosto o secundário, boicotando sempre que possível as provas, chumbando
por faltas, numa medida desesperada para ganhar tempo – tinha a esperança de
eventualmente convencer o pai a, pelo menos no ensino superior, aceitar que
pudesse estudar o que desejava. Mais devido às faltas do que pelo
aproveitamento, repetiu três anos.
Durante este tempo começou a tentar
expressar-se num processo empírico de aprendizagem autodidacta. Foi também
nesta altura que conheceu e estabeleceu diversos contactos com o meio artístico
e cultural da capital, frequentando espaços, casas e tertúlias onde se
encontravam músicos, artistas plásticos, cineastas, fotógrafos, escritores. Passado
pouco tempo, ganhou coragem e passou também a participar nas tertúlias e
saraus. Foi nesta fase que começou a escrever com mais frequência e também a
aprender guitarra. Sendo o maio artístico muito fértil em diversidade de
gentes, travou amizades também com diversos elementos se circuitos mais underground
de Lisboa. Foi quando finalmente conheceu pessoalmente Júan João Bernardo, tendo a felicidade de posteriormente
desenvolver com ele uma calorosa amizade, não sendo por isso menos atribulada
de agitadas discussões e trocas de ideias.
Quando concluiu o secundário, concorreu em
segredo ao Conservatório para Teatro, à Escola Superior de Música e à Faculdade
de Letras de Lisboa. Conseguiu entrar para os três.
Quando o pai se apercebeu que, não obstante já ter desistido que Diniz já havia desde infância dado a entender que boicotaria qualquer tentativa ou investida de para que o filho
assegurasse o futuro da empresa da família, não pode deixar de felicitar o filho por ter conseguido tantas qualificações ainda que demasiado distantes do que aquelas que tinha planeado inicialmente para o filho. Foi nesta altura que Diniz abdicou de toda e qualquer herança a favor do irmão, caso este quisesse seguir um vida normal fora da formação e mesmo da vida eclesiástica. Foi neste momento que a relação de Diniz com o seu núcleo familiar mais próximo se tornou progressivamente mais cordial, apesar de ainda ter aceite, ainda que com algumas reservas, uma modesta mesada que o pai lhe quis atribuir até que ele começasse a atingir o sucesso e a poder sustentar-se sozinho. Diniz aceitou sob a condição de que tivesse um prazo limite de 2 anos, que após esse período se ainda não tivesse conseguido aprender a sobreviver sozinho, teria que se declarar um "Vencido da vida" (Diniz foi sempre muito dramático nos seus actos e palavras).
Desta forma nunca conseguiu frequentar mais nenhuma formação superior, sendo que é um sonho que espera ver concretizado assim que
consiga reunir condições para tal: fazer doutoramentos e pós-graduações em representação, letras, música e té pedagogia. Entretanto procura não pensar muito nisso e
focar-se na beleza da autodescoberta constante, produto da natureza empírica do
seu processo de aprendizagem, pelo que começou a formular uma teoria da
aprendizagem relacionada ao “eu artístico”
e à verdade intelectual e artística – “Uma
vez libertados das amarras bafientas do ensino clássico, podemos usufruir
diariamente do prazer da descoberta, ao nosso serviço e da Arte.”
Percurso
Profissional e Ainda Relações Familiares:
Apesar da avença do pai, tendo a em conta as rendas em Lisboa actualmente, vive
frequentemente em carência económica que combate assumindo uma vida de artista
remediado, meio saltimbanco: toca e canta na rua, em algumas casas nocturnas em
troco de refeições quentes ou por valores pouco mais que simbólicos.
Tendo passado a ser gradualmente renegado pelos restantes
elementos da família, mantém apenas contacto com Homero de Vaz Pessoa, um primo em segundo grau por parte da mãe, mas que por tradição coloquial o trata por "Tio", cuja família era das
mais antigas das Beiras Interiores. Aproximaram-se inicialmente apenas por
curiosidade mútua com a atitude e produção artística e intelectual; possivelmente
foi aqui a única vez que Homero manifestou algum tipo de sentimento fraterno
para com um familiar, gradualmente vai-se preocupando e procurando cuidar, até
mesmo na sua visão – “educar” Diniz - espécie de tutoria por um pretenso mestre
muito pouco habilidoso para a tarefa, tornando-se mesmo disfuncional em
determinadas ocasiões em que os dois egos chocam. O que não se pode ignorar é
que Homero se identificou com Diniz e opta por se manter próximo e vigilante.
A distância entre os seus dois mundos era
abissal, não obstante a diferença geracional, de educação e visão do mundo,
ainda um factor em particular era foco de tensão: a devoção quase idólatra de
Diniz por Júan. Contudo Diniz e Homero mesmo quando zangados, nunca se chegaram
a afastar - Os dois na verdade foram-se tornando o apoio técnico e artístico um
do outro.
Começaram os dois a gravar juntos em 2015. Eventualmente
terá sido esta a semente veio originar o presente Blog.
Desde 2015 Diniz foi sendo convidado a
participar em diversos eventos como actor; graças à sua boa figura é
frequentemente chamado para fazer figuração em novelas e publicidade. Já fez
também teatro de rua e participou em algumas companhias de teatro amadoras.
Tem estudado guitarra através da internet,
tendo por vezes oportunidade de participar em JamSession onde já executou, com a habilidade possível, diversos
instrumentos, sendo que onde está mais confortável é na guitarra.
Também já teve a oportunidade de criar e
participar em alguns programas de rádios online,
experiências que sempre afirmou serem bastante enriquecedoras, prazenteiras e
gratificantes.
À medida que foi evoluindo na guitarra,
começou a associar esta valência com a escrita e começou a compor temas
originais, mas que raramente têm oportunidade de sair do papel.
Em 2018 é convidado por Camilo Alberto Reis a participar com versos e guitarra em dois
temas originais do álbum Paixão Inocente,
onde se pode ouvir Diniz a declamar os versos que escreveu propositadamente
para os dois temas.
Actualmente acredita que tem condições e
capacidade para começar também a pintar, a dar aso à sua expressividade de uma
forma mais plástica.
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