terça-feira, 6 de outubro de 2020

Ode à Implantação do Orgulho Lusitano

 

Armem-se lá, Ó Cabrões Acintados

Que neste Monumental Puteiro Lusitano

Se exibem Rosários e terços mal Pregados

Bocas essas, vísceras gretas de porcos profanados

 

Nação Valente de cangalhos sadios

Heróis Sebosos, Cinzentos e Invejosos

Nobre povo faminto, sem céu nem plinto

Levantai hoje de novo os prazeres vazios

Em egos inflamados, pegajosos, jocosos

De soberba infecta essa, que crê o nosso ainda, o quinto!

 

Cantai por fim, hoje de novo

Ruínas e degredo de Portugal

Na voz deste pobre e mesquinho povo,

Com fome, mas de Iphone e enxoval!

 

Soletram hoje, tendências, mantras, rezas

Instruídas por quem move atrás dos panos

Assim bonitos se divertem os tolos

Bestas e trogloditas Lusitanos!

 

Gentes honradas e nada sinceras

Olham do alto, a plebe néscia e megera

Gáudio sombrio que o poder degenera

Às gentes ruins, pêgas Celtiberas!

 

E se a ti, meu sacripanta

A quem a sorte nem sorriu,

Mas este fado nada diz,

Marcha já sem cerimónia,

Troando, feliz o mantra:

Para a Puta que pariu!

 

05/10/2020

Júan João Bernardo -  O Cavaleiro de Pau do Apocalipse

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