Armem-se lá, Ó Cabrões Acintados
Que neste Monumental Puteiro Lusitano
Se exibem Rosários e terços mal Pregados
Bocas essas, vísceras gretas de porcos profanados
Nação Valente de cangalhos sadios
Heróis Sebosos, Cinzentos e Invejosos
Nobre povo faminto, sem céu nem plinto
Levantai hoje de novo os prazeres vazios
Em egos inflamados, pegajosos, jocosos
De soberba infecta essa, que crê o nosso ainda, o quinto!
Cantai por fim, hoje de novo
Ruínas e degredo de Portugal
Na voz deste pobre e mesquinho povo,
Com fome, mas de Iphone e enxoval!
Soletram hoje, tendências, mantras, rezas
Instruídas por quem move atrás dos panos
Assim bonitos se divertem os tolos
Bestas e trogloditas Lusitanos!
Gentes honradas e nada sinceras
Olham do alto, a plebe néscia e megera
Gáudio sombrio que o poder degenera
Às gentes ruins, pêgas Celtiberas!
E se a ti, meu sacripanta
A quem a sorte nem sorriu,
Mas este fado nada diz,
Marcha já sem cerimónia,
Troando, feliz o mantra:
Para a Puta que pariu!
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