Nas trevas de mim procuro
A essência que de mim me perco
Aquela que não excluo
Quando de mim não me convenço
Um futuro errante,
uma sátira passada
em mim eu sinto
inquieto
sentido escondido
o meu deserto...
só meu ...
Oiço o coração espaçado
Não entendo o que de mim não conheço
E aquilo que de mim conheço,
Não compreendo porque o não reconheço
O meu sentido
O meu eu
A mim apelo
Em mim eu espero
A mim desespero
Em mim, comigo, eu berro!
Estou cansado
Estou cansado
Não quero viver
Não quero morrer
Não quero pensar
Não posso aqui estar
Não me consigo mexer
Não me quero mexer
Já não consigo correr,
Já não consigo saber,
Ganhar ou perder,
Eu já não sei ser!!
Já não preciso correr já nao consigo morrer...
Não quero viver
Não quero morrer
Quero sobreviver, desnascer e morrer
... quero gritar
Eu quero sentir
Eu quero subir
Eu quero pedir
Eu quero sentir
Eu preciso sentir
E não quero pedir
E no silêncio....
No silêncio das trevas ensurdecedoras
O medo pulsa, cego ao olhar de um grito surdo que não
sabe ser
Que se cala em plenos pulmões
Desesperado em frente a uma esperança doentia e febril
Que me agarra ...
Tanto a fazer, tanto para ganhar, para conquistar,
avançar e vencer,tanto para rir, amar e perder...
Será na ignomínia da morte que encontrarei o meu ser, o
meu lar o meu vencer?
O Meu eu que nao fui e não sou, que procuro, odiando e
amando
Desejando tudo aquilo que um dia poderia ser e não serei
Admiro-o, odiando-o
Quero-o, desprezando-o
Procuro a saída deste aterro inútil e maldito
Que me prende em mim
Que desprezo mas sem o qual não vivo
SAI! RUA! FORA! VOlTA! FICA!! VOLTA!!!
NÃO!
D.O.C.
03/03/2012
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