Um rasgo na rua
bem alto um luar
Não sei mais que fazer
mas aqui não consigo ficar
Avanço lentamente
passo a passo
pareço recear
cada iniciativa uma incerteza
em cada investida sem destreza
... Derrota
Sozinho canto, grito
bato a parede
um cerco febril
monstro maciço,
que não cede nem mexe
só,
implacável e fria
em mim basta para me bastar
Sozinho canto. E Berro!!!
Quando em mim procuro um anjo
as asas não consigo abrir
caio em mim
mas para quê voar tão alto
se nem sequer se faz sentir
E ai de mim se paro agora
de mim que não deixa memória
vivência... inútil...
vã...
Em mim revolta pura
A mim revolta pura
paralisante incompetência
incompetência paralisante
GRITO!!!! BERRO!!!!
Ao crepúsculo
penso no que sou e não fui
no que fui e não serei
E a culpa de quem é
De quem a culpa,
e quem ma roubou... ?
Inferno...
ESTOIRO.
e corro...
Corro em frente
sempre em frente
sempre assim
não posso parar
não posso cansar
não posso parar
não posso sentir
não posso parar
não posso parar
NÃO POSSO PARAR!!!
E escuro
junto ao mar
Não posso parar
não posso parar
não posso parar
junto ao mar
não posso parar
sigo em frente
não posso parar
vou-me cansar
não posso parar
sem pé
não posso parar
EU VOU PARAR!
vou voltar a sentir
vou-me afogar
vou voltar a seguir
vou voltar a andar
eu não posso parar
não posso estancar
não posso pensar
não posso sentir
não posso parar
mas sinto...
... e penso...
e não posso parar...
D.O.C.
16/12/2012
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