O Orvalho pululante,
Vox inerte das antenhas falhas,
Deixa intenções de cabeçalho,
Geadas franzinas pegajosas, coloridas,
Carvalhos antigos em centelhos quentes,
Os Abetos das agonias encharcados,
Em cabeças de alho inteiriças,
As abacateiras uivam, apupam, choram, secas,
Vinho velho, rabanadas, dão trabalho..
Popas quadradas, em redes esfregas,
Não se formam sem bom malho,
Pêssegos estimulados em carne duvidosa
Gratuito, mas pago, mais tarde...
Feito em frangalhos...
Os pinheiros, Ulmeiros, Sabugueiros,
Indignam-se na promiscuidade dos cuidados,
Os cebolos espreitam pelas frestas das couves...
São créditos para o qual valho, nada alheio,
A Goiabeira e a Iuca pudicam coradas,
Velhacas...
Laranjeira, Limoeiro, Leiteiro,
Aplaudem a ousadia da folia!
É terra molhada, mato novo,
Pasto velho, raiado solar,
Azinheira serena assiste,
Sente o calor como um petro-dólar,
Um Quebra-Galho, trevo sapiente,
Assim é a imagem desse paspalho,
Imberbe Eucalipto, desdenha do proveta Salgueiro,
Cheiro queimado, desgastado, assado,
Nespereiras e Macieiras ignoram.
Assim se comporta pirralho,
O azevinho sem-lei,
Chupa água ao Plátano e ao Sobreiro,
Fluidos doces, cheiros florais,
Assim passeiam nesses quintais,
Ao som tilintante do avacalho,
Meio assoalho, meio cascalho,
Entre a Nogueira e Sequoia,
Ambiente Viscoso apela ao amor
Perigoso, vislumbrando borralho a haver
Desejos secretos de um Freixo,
Pela Oliveira embeiçado,
Usar de um cintaralho aspirava ele.
Para consumar amor
Na carne (madeira!).
Knock, Knock, Knock.
Who’s there?
Knockin' on heaven's door.
Ah.. a Natureza! É do Camandro!
Camarinhas em cabides.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
14/01/2019
Sem comentários:
Enviar um comentário