« (...) Homero António Manuel Tavares de Albuquerque Saraiva e
Mello de Vaz Pessoa, nasceu na madrugada de 26 de Abril de 1974.
(...) Signo de Touro, solar e lunar, com ascendente em Sagitário,
signo chinês de Tigre com Madeira como elemento; são as primeiras informações
com que se preocupa em transmitir a seu respeito quando se apresenta, pois
defende que assim capacita melhor os seus interlocutores sobre a natureza do
seu carácter; facto que prefere a par do seu trabalho e formação. (…)
(...) Tanto por razões
académicas como profissionais, sempre viajou bastante, o que adora, tem fobia a
ficar confinado muito tempo numa localidade. Privilegia a liberdade acima de
tudo. (...) Divorciado, há quatro anos, de um casamento infeliz e
fracassado de quase dezasseis anos, guarda ainda mágoa e rancor da sua
ex-mulher, que acusa de lhe ter roubado o brilho dos olhos, sendo este um
assunto que prefere evitar.
(...) Divorciou-se em 2012, que se reflecte num processo interno ainda em desenvolvimento. Gostava de vir a ter filhos, mas duvida que tenha capacidade de assumir essa responsabilidade. (...) Define-se como uma pessoa acessível mas com pouca paciência. (...) Céptico das fés, abomina instituições religiosas que acredita que sempre controlaram a história através do medo imposto. Pelo mesmo motivo, também se recusa a servir a grande média, que considera comprada e controlada, agindo contra o próprio povo.
(...) Despreza e afasta-se de grande parte da sua família, que
considera indigna e peneirenta, ainda presos ao passado glorioso dos
antepassados, da linhagem real, os Albuquerque da Beira, e dos grandes feitos
de gerações que nunca conheceram. Acha por isso que os laços de sangue e a
casualidade de ter nascido naquela família ou no rectângulo português, facto ao
qual é completamente alheio, é razão muito fraca para orgulho ou de que se deva
vangloriar.
(...) Ainda que o facto de ter nascido a 26 de Abril de 1974 o
ultrapassasse por completo, havia uma certa frustração por não ter tido a
oportunidade de poder estar vivo e consciente à data da Revolução, por era uma
oportunidade falha de se poder posicionar. As suas convicções políticas são
bastante vincadas à direita, apesar de dizer que em nada se identifica com a
direita, mas também rejeita a “anarquia esquerdalha e o caos que ela liberta”.
Já nos valores é totalmente liberal, ainda que defenda que deve haver um “mínimo
sentido crítico e senso comum, não pode valer tudo ou voltamos às cavernas”.
Identifica-se como um intelectual liberal e sensato. (...)
Não tolera a promoção activa da mediocridade. Gosta de animais, mas
considera-os maçadores, trabalhosos e carentes demais, pelo que nunca terá
ponderado ter nenhum. Acredita que o Homem tem a capacidade de se superar e que
todos conseguem criar o seu próprio destino, concentrando a força da mente e da
vontade. (...) Vive actualmente em Leiria, município de Bombarral,
não sem antes ter tido oportunidade de residir um pouco por todo o país, seja
por motivos académicos, quer profissionais; numa breve e incompleta enumeração:
Santa Comba Dão, Almada, Sintra, Estremoz, Faro, Lisboa, Castelo Branco,
Tavira, Bragança, Coimbra, Beja, Aveiro, Lousada, Évora, entre tantos outros.
(...)»
Percurso Académico:
« (...) A sua vida académica e profissional está recheada de desafios
e actividades, que sempre procurou desempenhar com máxima dedicação e
brio. (...) Inicialmente educado em casa com professor particular, passou
pelo antigo e reputado Liceu Passos Manuel no Bairro Alto em Lisboa, mas foi em
Colares que concluiu o ciclo preparatório.
(...) Desde cedo em conflito interno, a indecisão e alteração de suas metas
resultou numa grande variedade de formações, muitas das quais por concluir:
ingressou em 1996 no Instituto Politécnico de Bragança, num curso até então
embrionário em Portugal: Tecnologias da Comunicação; cedo percebeu
que não era aquele o caminho pelo que já no ano seguinte entrou na Academia
Farense de Relações Internacionais, para estudar precisamente, Relações
Internacionais e Diplomacia. Já nesta fase evidenciava fortes convicções e
uma queda pela actividade política, fazendo parte da lista eleita para a
Associação de Estudantes, logo no seu segundo ano. Concluiu o segundo ano com
excelente aproveitamento (média dezasseis) mas concluí que Diplomacia e
Relações Internacionais, para que eficazes, necessitam de boas letras,
escrita e oral; em sequência desta brusca decisão ingressa na Faculdade de
Letras de Lisboa, que frequenta por três anos.
(...) A dois ano de terminar Letras compreendeu: também para que
fosse bem-sucedido na Diplomacia, precisava compreender por dentro o
funcionamento do sistema; nas suas palavras: “Equilibrar a balança, combater
as injustiças e dar voz aos oprimidos pelo Sistema”; por isso abandonou
Lisboa, e na Central Académica de Coimbra começou a estudar Direito, acabando
por fazer diversas cadeiras facultativas, especializando-se em Direito
Aplicado à Sociedade do Consumo. (...) Como nunca tivera
intenções de concluir Direito, no final do seu segundo ano entregou-se a um
novo interesse que acreditava na altura estar intimamente ligado às suas
futuras ambições: Filosofia e Direitos Humanos, precisamente a Licenciatura que
frequentou por cinco semestres na Universidade Moderna de Beja.
(...) O stress e as crescentes crises de ansiedade ligadas
à sua hipocondria levaram-no a concorrer também no início de 2004, por
indicação de um falecido tio, a uma bolsa de estudos para um hospital
Universitário em Nova Jérsia: Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, nos
Estados Unidos, onde esse mesmo tio era exercia à data medicina na
especialidade de Oncologia. Homero conseguiu ingressar na condição de Visiting
Scholar, naquela que viria posteriormente a designar como a mais
enriquecedora experiência da sua vida. Sempre que se deslocava aos EUA,
contribuía como consultor nas áreas do direito, comunicação e educação,
agilizando a comunicação com os departamentos jurídicos e de recursos humanos
do hospital, produzindo também já na altura, com base nas indicações dos
Professores-Doutores, conteúdos pedagógicos multimédia com vídeos, grafismos e
fotografia, que serviriam como material de apoio a aulas e estagiários; teve
assim a oportunidade de acompanhar diversos casos particulares de doentes onde
aprendeu bastante e se, por um lado em nada o ajudava à sua hipocondria, por
outro lado, o seguro de saúde incluído na bolsa de estudos permitiu que durante
os oito anos seguintes pudesse fazer diversos “check-up”.
(...) O contacto ocasional com a doença e a morte de pacientes
alimentava agora a necessidade de procurar e explorar a sua espiritualidade e
sede por conhecimento, estas começam a ter um papel preponderante na sua forma
de olhar o mundo; agora na procura por elevação espiritual e expandir seus
horizontes vai estudar, já em 2008, Educação e Filosofia na Cultura
Ocidental na Universidade de Évora. As noites quentes de Verão e as
relações que desenvolveu por esta altura na capital do Alto Alentejo começaram
a fomentar um ímpeto pela comunicação e pelas artes que era, até então,
dormente; como resultado matricula-se no CENJOR em 2009, onde vai estudar
amiúde e de forma intermitente nos anos seguintes Jornalismo e Imagem para a
Informação, que viria a concluir em 2012; não sem ter pelo meio
frequentado Medicinas Alternativas durante dois semestres no
Politécnico de Lousada, entre 2008 e 2009.
(...) Em 2010 já estava mais que em condições de beneficiar da
reforma de Bolonha, dado todas as cadeiras feitas com bom aproveitamento nas
várias formações em que tinha ingressado, apesar de nunca ter chegado a
concluir nenhuma; foi-lhe permitido pelo conselho pedagógico em Lisboa iniciar
um mestrado integrado na Universidade Lusíada de Tecnologias e Humanidades,
onde se tornou Mestre em Ciência Política. Ingressa também na
Universidade de Aveiro, onde procura frequentar e concluir apenas algumas
cadeiras da Licenciatura de Educação Básica e Fundamental, nomeadamente
as leccionadas pelos prestigiados Professores da área: Tomás Matias
Vasconcelos e Leandro Crispim Catatau.
Ainda em 2012 concluí a sua colaboração, findada a bolsa de estudos nos
Estados Unidos da América com o Princeton-Plainsboro Teaching
Hospital em Nova Jérsia. (...)»
Percurso Profissional:
«(...) Profissionalmente foi agarrando diversas oportunidades que lhe
permitiram manter o seu estilo de vida boémio e eternamente
universitário. (...) A vida profissional não fica nada a desejar à
académica, sendo que quase sempre estiveram intimamente ligadas e
interdependentes.
(...) Após quatro anos de serviço militar, entre 1992 e 1996,
de onde se aposentou por lesão já enquanto Capitão, aos vinte e dois anos. Já
no último ano da carreira militar, fundou com antigos colegas uma empresa de
organização de eventos e promoção cultural, desempenhou o cargo de coordenador
logístico, que manteve por onze anos. Ainda em 1992 terá iniciado a sua
actividade no Reiki, sendo à data ainda bastante tímida e modesta,
tornando-se mais tarde em dois mil e quatro Mestre Reiki, que mantém até hoje.
(...) Apaixonado pelas maquinarias e ruídos mecânicos da indústria, o
que começou pontualmente como um hobbie – aprender e obter
licença de operar tractores, guindastes e retroescavadoras - valeu a
contratação pontual dos seus serviços especializados, conciliando este trabalho
com a faculdade de letras, na firma Sand & Water Enterprize Lda,
em Entre-os-Rios onde trabalhava com remoção de areias no Rio Douro entre 29 de
Agosto de 2000 e 4 de Março de 2001. Ainda neste ano funda uma loja em
Tomar: Pedreiros Livres em Portugal, inaugurada na manhã de 11 de
Setembro; sendo no dia seguinte inaugurada a sua sucursal em São Tiago de
Compostela, a Pedras e Cinzel Minimercado Lda, das quais mantém até
hoje o título de Grão-Mestre.
(...) Em 2004 trabalhava no Posto de Informação do Museu
Nacional de Arte Contemporânea de Elvas, quando fundou uma das primeiras
empresas portuguesas de recursos humanos, em Serpa, a Citizen’s Labor’s,
que geriu enquanto Supervisor Administrativo por dois anos, quando então a
vendeu a um grupo internacional. Foi também neste ano que se juntou aos Bombeiros
Voluntários de Mértola, de que fez parte durante três anos, estando sempre
presente no combate aos fogos florestais daquela região durante as férias
académicas. (...) Desde 13 de Abril de 2007 inaugurou um protocolo
da Pedreiros Livres em Portugal com uma nova parceira
europeia, Tornando-se assim parceiro de negócio com a loja de Edimburgo The
Stones Store Co.
(...) Em 2008 teve uma breve experiência como serralheiro mecânico na
Catalunha, mas após poucos dias de serviço, foi dispensado com menção honrosa,
pois a empresa Fèrran & Raul Hierro y Aluminio tinha um
quadro de remunerações muito rígido, onde cabia a Homero, pelas suas
habilitações, uma remuneração semelhante à do CEO daquela
companhia. (...) Em 2009 começa a aproximar-se da realidade emergente
dos coach e da comunidade empreendedora global. Decide então
montar uma nova companhia, a Discurso Cultural S.A., onde além
de fundador e proprietário, é também Orador e Provedor. (...) Funda
nova empresa Unipessoal em 2011, vocacionada a prestar apoio a empresas, onde
faz discursos, conferências e actividades motivacionais, com vista ao aumento
de produtividade dos trabalhadores das empresas, em actividade desde então, é
Orador e Mindcoach na Jangada de Pedra, Unipessoal.
(...) Graças ao sucesso bem documentado deste trabalho, foi convidado
para uma parceria logo em 2012, a 6 de Novembro para ser Mind and
Behavior Coach no Reino Unido, para ser Consultor Técnico Convidado
na Industrial Mind's on Cheshire Co. (...) Pela natureza
da sua escrita livre e descomprometida, mas certeira e mordaz, define-se também
hoje como como Autor e Escritor, lecciona actualmente na Escola
Superior de Escrita Criativa, na Lousã, desde Outubro de 2013, tarefa que
concilia, com a empresa de conteúdos audiovisuais que fundou em 2014, SD
Televisão, onde além da prestação de serviços, serve esta empresa também
para desenvolver conceitos e projectos, em conjunto com outros colegas da
área. (...) »
Homero de Vaz Pessoa na Música e nas Artes:
«(...) Nunca tendo estudado formalmente qualquer área artística,
podendo ser Letras, muito embora o foco que Homero teria na altura seria o
domínio da palavra ao serviço da Política. (...) »
«(...) Ainda antes de ingressar em letras, manifestava já grande
interesse pela escrita, sobretudo pela transcrição crua de pensamentos,
procurando à sua maneira, na sua leitura, algo que acreditava ser de natureza
psicanalítica. (...); era já também um ávido leitor de crónicas e textos
de opinião, “atrevendo-se” (nas suas
palavras) logo no primeiro ano de Letras a escrever para diversos jornais,
procurando começar a escrever como colunista e cronista, sem sucesso na altura »
«(...) Em 2006 é publicado o seu primeiro ensaio político – Sociedade Amordaçada. (...) »
«(…) Desde Fevereiro de 2007 que são públicas as mordazes trocas de ideias
e pontos de vista entre Homero de Vaz
Pessoa e “Júan”
João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse nos diversos veículos
mediáticos em que os dois participam (…) »
«(...) Havia desde a infância frequentado pontualmente aulas particulares
de guitarra e piano, tendo desde sempre manifestado interesse por diversos
estilos e influências. (...) »
«(…) Faz a sua estreia em um palco grande em 2012, quando participa
enquanto músico convidado na celebração de trinta anos de carreira de Camilo Alberto Reis, na Arena Atlântica, onde também se estreou
a tocar com uma Banda Filarmónica (…)»
«(...) tomando o gosto aos palcos, começou logo em 2013 nos seus tempos
livres, a compor e escrever de forma mais sistemática canções de sua autoria, (...) »
«(...) Em meados de 2015 começa a ajudar o seu sobrinho Diniz Oliveira de Campos em algumas produções musicais, chegando a
gravar alguns temas em conjunto (...) assumem por esta altura uma relação
retorcida de mestre-aprendiz, em contraponto com uma grande referência e
amizade do sobrinho – “Júan” –
acabando por chocar com grande frequência por suas visões e abordagens tão
díspares. (…) »
Excerto retirado da Biografia "Nascido para Educar - Vida e Obra de
Homero de Vaz Pessoa", Maia, Clopin, 2016, Edições FMTK
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