Mostrar mensagens com a etiqueta Júan João Bernardo - O Cavaleiro de Pau do Apocalipse. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Júan João Bernardo - O Cavaleiro de Pau do Apocalipse. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de maio de 2025

A Bandeira Comunista

Filhos da puta! Não passarão, nem que tenha que me aliar a brigadas anti-fascistas!!! 


Só posso lembrar o texto do nosso querido e demasiado tempo partido, Ary dos Santos: 


A bandeira comunista

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Ódios Assomados

 

As labaredas funestas

Do ódio, honestas

Mais não dançam,

Nem cantam,

Mas quando cantam e dançam,

O fazem chorando derrotas

Hecatombes almareadas

Civilizações tombadas

Tomadas, chagadas por egos

Que em Terra de cegos

Usam pregos que relegam

Pútridas verdades sombrias

 

O direito sai canhoto.

 

A verdade pueril, servil abstrusa.

 

Hologramas e caracteres

Idealizados, Quais preferes?

Engodos da imperfeição alheia.

Das poucas colheitas,

Que dissaboreará quem a semeia

Quem colhe? É natural que se molhe.

 

Sem sal, sem pão nem recheio

Evidências: pessoas de permeio

Em gaiolas douradas de ficção

Seguro confortável para a fricção

Cruel e arejada de uma existência

Nos bate e faz crescer, mas no fim,

Nem por isso nos permite maior existência.

 

Revolta. Revolta e gritos. Gritos e ódio.

Amordaçadas por logros cobardes

Assomo de civilidade idílica

Elevação sacra, intelectual, terna, Divina...

 

Filhos da Puta!

 

 

”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

31/05/2021

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pintas


Vou subindo essas ruas

Há um mundo inteiro a conquistar

Na esplanada o pessoal

As calcinhas foleiras

O Cabelo à mete nojo 

E nem sequer estamos no Carnaval

 

Arrogante

Escarro o chão

Mas o papel é no papelão

 

 Tropeço nessas velhas

Que enfeitam as calçadas

Lusitanas, esburacadas

Orgulho imortal

 

Vejo o mendigo

Viro a cara  

As criancinhas à pedrada

À tareia à cabeçada 


Olha aquela desdentada

Foi passar a noite à esquadra

O sôr agente já sem paca

Ela cobrou-lhe à dentada

 

Mais à frente e no meio da Rua

Um Mundo inteiro para salvar

Dinheiro eu cá não tenho

Mas não faltando o engenho

Eu cá arranjo onde estacionar

Ser o dono da Nação

governar em negação

e cantando esta canção

não deito papeis no chão

e a minha grande ambição

Entrar na congregação

 

Acabar com a guerra e a fome no mundo

Integrar a solução

Salvem as Baleias!

 

Quero Ser a Solução

Quero-vos estender a mão

Quero Ser a solução

Mesmo sem ter noção

Jogar ao aperta a mão

Do Português ao Alemão

A América ao Japão

Faço parte da Solução

 

Nego tudo!

 Calúnias!!

Cabalas contra mim!!

Tenho a consciência tranquila,

Antes de mais sou um cidadão exemplar!           

 

Vou descendo essa avenida

Há tanta gente como eu 

Camisinha mãos nos bolsos

Há que ganhar vida que Deus nos deu!   (MUAHAHAHA!!!)

 

Quero Ser a Solução

Quero-vos estender a mão

Mesmo sem ter noção

 

”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

16/05/2013

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Conversas

 -Hei, Tu!

-Quem, Eu?

-Não, Tu!

- Foi o que perguntei, Eu?

-NÃO! TU!

-Ah, TU!

-SIM! PORRA, estava a ver que não!

- Que foi, afinal?

- Falta-te um botão!

- E tanta coisa para isso? Falta-me um botão?

- Sim! De nada já agora!

- Não tenho nada para te agradecer, uma estupidez dessas!

- Mal agradecido!

- Não, tu é que és mal-criado!

- Como?!??!

- A dizer porra, e palavrões desse género!

- Só uso do venáculo como força de expressão, e de qualquer forma a culpa é tua, tu é que és lento das ideias..

- Lento o tanas!! Vens-me dizer que me falta um botão, quando estou nu!

- Então, mentira não é, falta-te um, é verdade, mas se querias que eu fosse mais preciosista podia ter-te dito que te faltam vários!

- Vai-te fo..

- Quem é mal-criado agora? Além de grosseiro ainda falas para as pessoas enquanto estás todo nú! Que grosseria!

- EU NÃO FALEI PARA NINGUÉM, ESTAVA CALADO, TU É QUE ME INTERROMPESTE!!

-Interrompi? Mas se não falavas para ninguém..

- Interrompeste o meu acto inteligente de estar calado!

- Então cala-te lá à vontade, e continua a passear-te por aí todo nu, em todo o uso da soberba e exibicionismo! Lemnbra-te só disto - falta-te um botão!

- Vai pastar!! Estou nu!!

- Pois estás...

- E dizes que me falta um botão!?

- O que torna tudo ainda mais triste...

- Triste és tu!!

-Não me parece..

-  Tu levas!

- Não é boa ideia..

- Porque não, olho à belenenses!

- Saltava à vista, mas não aconselho..

- Porque não?

- Vais-te magoar...

- Magoo-te a ti!

- E a ti no processo..

- Olha.. que barulho é esse aí nas escadas?

- ...

(ruídos)

- Lá em cima, por favor! Há horas que não pára de discutir com o espelho!



”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

07/01/2018


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Natalidades

 Os abanicos da perversão

Não esperam a assertividade da ocasião,

Nem as calorias da digestão, 

Preferem faisão ao omegado salmão,

Recheiam um perú em vez do coração, 

Enfiam recheios manhosos na consolação, 

Estragam vísceras puras porcas,

Sem quê nem senão. 

Vou mudar o disco,

já cansei de rimar em ão. 

Ão. 

Estas festas, ridículas, 

São decências perversas

Obscenas de perdição,

Perdem-se nos significados

Dos versículos, fascículos,

Podres de ocasião, 

Não mais que manuais de instrução,

Recibos de devolução,

Hipocrisia sedenta de atenção seca, vazia

Espermicida, prostática, crocodilagens,

Pro-estáticas, inertes, imberbes,

Contaminando intenções e emoções jovens,

Imaturas, inocentes, ainda decentes, 

Significados vazios que passam a ter,

Significância por si. 

Os torrões de Alicante, 

Se confundem com Broas castelar, 

O pior ainda, 

É a selva de loiça para lavar, 

Indivíduos estranhos, 

A ressonar, 

Pelos púbicos públicos no teu ralo, 

Cheiros suspeitos nos teus lençóis, 

Bibelots chineses despedaçados, 

Suores cansados, 

Mares de cachecóis, 

Alambazamento desse comum sangue,

Sarnento. 

Ahh.. Já só faltam 363 dias. 

Tragam-me um café. 

Alfinetes.


Júan João Bernardo -  O Cavaleiro de Pau do Apocalipse 

24/12/2018

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Deus Responde a Nietzsche

 As máscaras de Nietzsche têm por vezes elásticos poderosos. 

As marés são isso mesmo. De longe a natureza da Lua se revela, mesmo a do seu lado oculto. 

Não vemos, mas sentimos. O tempo é amigo. Soberano. 

"E se...?" é sempre um pensamento interessante e por vezes até divertido. 

Subversão, perversão de algibeira são pequenos tudo-nada que regozijam almas.

Pervertamos outro pensamento do cavalheiro supracitado:

"Nietzsche está morto." 

Chupa Friedrich! 

Bom dia camaradas! 

Cuidado com a coluna vertebral e as picadas nas costas. 

Gravilhas miúdas no calçado.


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

14/07/2019


domingo, 20 de dezembro de 2020

Gordo Gato

Gordo gato, gato gordo

Que pateia o passeio, passeando

Um miado, rugido

Que mais não é, cantando,

Protesto de quem procura,

Bem alto dizer, falando

Mas segue, miando.

 

Mia o pêlo,

Tratado com zelo,

Mia bigodes,

Charmoso és,

Bem sabes que podes,

Mia Pantufas,

Almofadas fofas, robustas,

Quando te chateiam

Com eles assustas,

Miados gostosos,

Bigodaça frondosa,

Figura dengosa

 

Furioso sindicalista do afecto,

Passivo-agressivo compincha

Passas por qualquer frincha

Vira-lata com porte imponente, selecto!

 

Preguiçoso ocioso

Selvagem vadio,

Mas nobre no porte

De rabo em pavio

Não te bastam as vidas

És um desgraçado com sorte

 

Gordo gato, gato gordo

Que pateia o passeio, passeando

Um miado, rugido

Que mais não é, cantando,

Protesto de quem procura,

Bem alto dizer, falando

Mas segue, miando.

 

 

”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

20/01/2020

domingo, 6 de dezembro de 2020

Chatice

 Dr. Homero, 

Vossa Exa. passou anos a queixar-se da sua, agora ex-mulher, que era uma criatura muito aborrecida, julgo, chata para caraças. 

Terá isto alguma relação com o que me chegou ontem ao conhecimento (não tive oportunidade ainda de aferir) sobre a Exma. senhora padecer neste momento de uma verdadeira praga de chatos? 



06/12/2020

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Garotas Ah Ah

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

 

Garotas Ah ah...

À tardinha, encostado

Entorno jola em todo o lado

E sonho acordado

 

Garotas Ah ah...       

Sentadas ou de pé

A exibir, sua razão, sua fé (entra teclas)

 

Garotas (Ah ah...) (entra coro)

Vivendo em liberdade

Simpatizam com a Homossexualidade

 

Garotas (Ah ah…)

Aos Domingos os Namorados

Para o parque de Monsanto Agarrados

Comem pevides e tremoços descascados

 

Garotas Ah ah (vozes)

Vocês não sabem o que são

 

(entra banda)

 

Garotas Ah ah…

Sonham vir a ser modelos (Garotas Ah ah)

Também por isso gostam de nos ver a arrancar o pêlo

 

Garotas Ah ah

Gulosas por naturalidade

(Garotas Ah ah)

Desastrosas para a contabilidade

 

Garotas Ah ah...

As vaidosas ao despique

(Garotas Ah ah)

Em repouso, com gripe...

Assim explicam, a celulite

 

(Garotas Ah ah...)

Fadistas naturais

(Garotas Ah ah...)

São elas... as tais!

Que ao amor... aspiram a mais!

 

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah…


Garotas Ah ah…

Procurando uma imagem

Encharcam-se em maquiagem

 

(Garotas Ah ah…)

Para se exibirem a quem passa

A cara enchem com argamassa

 

Garotas Ah ah...

Joias de Cristal

Vivem na busca d’O Tal

 

(Garotas Ah ah…)

São uma tentação

Seres odiosos que nos partem... o coração

 

(Garotas Ah ah...)

Bonitinhas de seus pais

Desfrutando prazeres carnais

 

Garotas Ah ah...

Mentalmente superiores

(Garotas Ah ah...)Desprezam os seus valores

 

(Garotas Ah ah…)

Cânones de beleza

Cabecinhas de incerteza

 

(Garotas Ah ah...)

No passeio comentando

(Garotas Ah ah…)

Más linguas, criticando

 

instrumental

 

Garotas Ah ah…

São quem responde ao meu apelo

A minha vida fazem num pesadelo

 

Garotas Ah ah…

Refasteladas no sofá

Dizem pra ti: Opah! Não há!

 

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

 

- E tu, sabes?

- Sei

- Então diz lá!


Garotas Ah ah


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

11/09/2008


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Cabelo

 Os vazos capilares são aqueles onde o pessoal anda agora a plantar cabelo.


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

05/05/2020

domingo, 15 de novembro de 2020

Sentimentos como Pipocas

 Os sentimentos são parvos como as pipocas. 

Até podem saltar. Más há sempre um(a) filho(a) da puta que os come, enquanto olha distraído(a) para um ecrã. 


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

24/07/2018

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Testas

Imaginem.

Acreditem. 

Só com calor sabe bem comer gelados com a testa. 

Não tenho cavalos, nem sou americano, mas conheço o segredo da bomba atómica. 

Passar bem.

Escrivaninhas.


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

02/10/2019


sábado, 31 de outubro de 2020

Imbecil

Dourar a pílula é inútil,

Remar contra, é fútil,

Mimar é masoquismo,

Falar é já obsceno

Solução?

Lá fui eu, pensando (incrível, hein?)

Sistematizei a conclusão:

 

Comunhão, Tosca,

Grosseiro.

Imbecilidade, Boçalidade.

Sim.

Boçalidades, grotescas,

Barulhentas.

Gargalhadas rudes,

Deselegantes

Como chuva em Abril:

Ligeireza, confronto,

Esse gelo que me cobriu,

Vergastada na batuta,

Estupidez, má vontade,

Que pariu essa…

 

Dizia eu,

Asneiras, disparates,

Deficiências, incongruências,

Más decências, mal dissentes,

Retaguardas frondosas, vistosas,

Cachaços quentes.  

Despeitos secos,

Vozes roucas,

Pétalas roxas…

Hmm… 

Alicates.

 

Agudos, fracos,

Graves,

Gravíssimos, azedos!

“Si”’s menores sem Mi.

(Adivinhem só):

As oitavas majestosas,

Não descem pedestais,

Quebra-se o verniz, o cristal,

Rude atitude, sem sal.

Mas sapiência de papel,

Mais não que o é,

Ou notas elegantes de aluguer!

(perdoem acossado engano,

Mas rimar Papel com Papel,

Parece verso na hora de extrema-unção!)

Camarinhas.

 

Maravilhas colegiais,

Sorrisos dentais,

Como os fios,

Cabrestos ácidos,

Espinhos traiçoeiros.

Educações engraçadas,

Escondem porcelanas de pardieiro.

Assim era, a princesa do seu cantoneiro!

“-Nossa, mas que grosseiro!”

 

Assim é minha gente,

Este imbecil que daqui vos fala,

Tolo, guloso, pândego, ignaro:

Palavra de escuteiro:

Para mesquinharias tenho Faro!

Tão longe do Porto,

Que na Busca, pela verdade astuta

Que cada palpitação,

Dessa cruel e supramencionada batuta,

Sofre o seu aborto,

Falhada a existência!

Redunda em frieza, crueldade, mesquinhez:

Chamas gélidas,

Cheiram montanhas verdejantes…

Actos falhados,

Penetrações defraudadas,

Gemidos lesados,

Toques gelados,

Arrepios burlados,

Sentimentos… Espoliados!

Orgasmos frustrados.

Rasgos rapinos,

Vazios, enganados.

 

São sorrisos falsos,

Argamassas sobre glíter e purpurina,

Cremes e/ou after shave,

Dentinhos vampíricos espreitando os egos

Essas finas flor-do-entulho,

Que esmagam as crendices bacocas

Simpáticas e inocentes

Na graça humana.

Ahh... Sabores do vento!

Como as máscaras de Nietzsche,

Escondem gatos de Schrödinger,

Resignam intenções

Denunciadas por pantomima.

Balizas.

 

Ancas coxas vazias.

Olhares vazios, discursos frios...

Hipotéticas diversões.

Carrossel.

 

 

A gulodice, essa,

Luxúria da carne a haver,

Fica temperada em vinha,

Não de alhos, já se vê,

Lacrada como um repolho, astuto

Mas solitário.

Esconde-se sobre as camadas da cebola.

Já se vê – Maus fígados.

Despeitados em futuros já passados

Ilusões!

Que deixa os demais num assado!

Há definitivamente,

Inércias demasiado activas,

Que magoam na sua inexistência barulhenta.

Ilusões…

É destes pratos suculentos que se fazem as dietas.

 

Ah… Lugares comuns…

Doces clichés,

Tanto me agraciam as vísceras.

Pobre Andy, caro Michael,

Amigo Elton, camarada Mick

A quanto me obrigam!

Queria tanto ser um Manet

De aura Miró,

Fizeram de mim um Rubens

Com as maneiras de um Taveira.

 

Real como todas as histórias de amor,

Mesmo as que não existem:

Terminam em morte ou separação.

Visão enternecedora do inferno.

Digestão pesada.

 

E se tu, sim, tu,

Que isto lês,

Em nada disto te revês,

Mas questionas a cognição alheia,

Natureza desta ranhosa epístola mal formada,

E até recordas:

“-Este gajo não disse que sintetizou a conclusão?”

Bem...  não, não disse!

E é chato, asqueroso,

E insuportável da tua parte,

Em nada te valoriza essa tua atitude.

Disse que sistematizei.

Por tópicos assim ficou,

Saiu isto. Assim deixei.

Caracacá. Versos, rimas de.

Borracha.

 

Dormi sobre a questão

Rentabilizei o sermão.

Mirei uma opção

Falei com alguém,

Soltei uma gargalhada

Lavei as minhas mãos

Sinto agora que posso dizer:

 

“-Não basta carregar [ENTER],

Mudar de linha,

Para fazer de,

Um amontoado de texto

E Léxicos desordenados,

Fonemas desgraçados

Parvos, Sem sentido,

Um Poema.”

 

Ahh.. abatanados!

 

Easter Eggs


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

14/12/2018

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Jesus

 Jesus é Preto.

Ou melhor, foi. 

Aramaico Crioulo devia ser coisa para ter piada. 


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

26/01/2019

sábado, 10 de outubro de 2020

Pirilâmpadas

 Se de um pirilampo,

Doce lâmpada se enamorasse,

Cândidas faíscas pululariam, 

Pelos trampolins magnéticos da existência, 

Doce éter, no limbo

Cinza, terra e nada, 

Deleitariam Senhor,

na sua omnisciente omnipotência, 

Bosões de existência, Quarks de dúvida

Fruto do amor esse, resultaria uma,

Pirilâmpada. 

Pinhões. 


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

23/01/2019

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Ode à Implantação do Orgulho Lusitano

 

Armem-se lá, Ó Cabrões Acintados

Que neste Monumental Puteiro Lusitano

Se exibem Rosários e terços mal Pregados

Bocas essas, vísceras gretas de porcos profanados

 

Nação Valente de cangalhos sadios

Heróis Sebosos, Cinzentos e Invejosos

Nobre povo faminto, sem céu nem plinto

Levantai hoje de novo os prazeres vazios

Em egos inflamados, pegajosos, jocosos

De soberba infecta essa, que crê o nosso ainda, o quinto!

 

Cantai por fim, hoje de novo

Ruínas e degredo de Portugal

Na voz deste pobre e mesquinho povo,

Com fome, mas de Iphone e enxoval!

 

Soletram hoje, tendências, mantras, rezas

Instruídas por quem move atrás dos panos

Assim bonitos se divertem os tolos

Bestas e trogloditas Lusitanos!

 

Gentes honradas e nada sinceras

Olham do alto, a plebe néscia e megera

Gáudio sombrio que o poder degenera

Às gentes ruins, pêgas Celtiberas!

 

E se a ti, meu sacripanta

A quem a sorte nem sorriu,

Mas este fado nada diz,

Marcha já sem cerimónia,

Troando, feliz o mantra:

Para a Puta que pariu!

 

05/10/2020

Júan João Bernardo -  O Cavaleiro de Pau do Apocalipse

sábado, 3 de outubro de 2020

Orvalhos

 O Orvalho pululante,

Vox inerte das antenhas falhas, 

Deixa intenções de cabeçalho,

Geadas franzinas pegajosas, coloridas,

Carvalhos antigos em centelhos quentes,

Os Abetos das agonias encharcados,

Em cabeças de alho inteiriças, 

As abacateiras uivam, apupam, choram, secas,

Vinho velho, rabanadas, dão trabalho..

Popas quadradas, em redes esfregas,

Não se formam sem bom malho,

Pêssegos estimulados em carne duvidosa

Gratuito, mas pago, mais tarde...

Feito em frangalhos...

Os pinheiros, Ulmeiros, Sabugueiros, 

Indignam-se na promiscuidade dos cuidados,

Os cebolos espreitam pelas frestas das couves...

São créditos para o qual valho, nada alheio,

A Goiabeira e a Iuca pudicam coradas, 

Velhacas...

Laranjeira, Limoeiro, Leiteiro, 

Aplaudem a ousadia da folia! 

É terra molhada, mato novo, 

Pasto velho, raiado solar,

Azinheira serena assiste,

Sente o calor como um petro-dólar, 

Um Quebra-Galho, trevo sapiente,

Assim é a imagem desse paspalho,

Imberbe Eucalipto, desdenha do proveta Salgueiro,

Cheiro queimado, desgastado, assado, 

Nespereiras e Macieiras ignoram. 

Assim se comporta pirralho,

O azevinho sem-lei,

Chupa água ao Plátano e ao Sobreiro,

Fluidos doces, cheiros florais, 

Assim passeiam nesses quintais,

Ao som tilintante do avacalho,

Meio assoalho, meio cascalho,

Entre a Nogueira e Sequoia,

Ambiente Viscoso apela ao amor

Perigoso, vislumbrando borralho a haver

Desejos secretos de um Freixo, 

Pela Oliveira embeiçado,

Usar de um cintaralho aspirava ele.

Para consumar amor

Na carne (madeira!).

Knock, Knock, Knock.

Who’s there?

Knockin' on heaven's door.

Ah.. a Natureza! É do Camandro!


Camarinhas em cabides. 


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

14/01/2019

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Egregiando

Egregiando o néscianismo

Feliz se faz o imbecil

Como a Pota com Caril

Bicicleta sem selim

Miudezas escovadas a Bom Bril

Onanizem-se cavalheiros!

Preclaras e nunca assaz, 

Louvadas Eminências

Jocando párias, desgraçados

Lápis coloridos sem bico

Inércias palrantes 

Agentes de mudança fugaz

As Mesmíssimas trivialidades 

Indolentes, inconsequentes

Quentes por sangue apenas

Costureiras ferrenhas de forros rotos. 

Ahhh.. 

Puxem-me as palavras...

Eu arrebento os nós

Cuspo vocábulos, fábulas

Aspirinas

Tesouras rombas e chá morno. 

Revistas e fita-cola.

Salvé Identitários. 

Entrenhem-se. 

Post-it's.

Cola dura, pólvora seca. 


Júan João Bernardo -  O Cavaleiro de Pau do Apocalipse

30/05/2019


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Coragens

 Existem muitos tipos de coragem. Um dos melhores, o medo dos outros.

Deus escreve respeito pelas linhas das portas.

Ponderai.

Gravilhas crocantes.


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

18/03/2019