Filhos da puta! Não passarão, nem que tenha que me aliar a brigadas anti-fascistas!!!
Só posso lembrar o texto do nosso querido e demasiado tempo partido, Ary dos Santos:
A bandeira comunista
Faces, fantasmas, frontispícios, pessoas, fuças, esqueletos, semblantes, sombras, efígies, máscaras, letras, aspectos, expressões.
Filhos da puta! Não passarão, nem que tenha que me aliar a brigadas anti-fascistas!!!
Só posso lembrar o texto do nosso querido e demasiado tempo partido, Ary dos Santos:
A bandeira comunista
As labaredas funestas
Do ódio, honestas
Mais não dançam,
Nem cantam,
Mas quando cantam e dançam,
O fazem chorando derrotas
Hecatombes almareadas
Civilizações tombadas
Tomadas, chagadas por egos
Que em Terra de cegos
Usam pregos que relegam
Pútridas verdades sombrias
O direito sai canhoto.
A verdade pueril, servil abstrusa.
Hologramas e caracteres
Idealizados, Quais preferes?
Engodos da imperfeição alheia.
Das poucas colheitas,
Que dissaboreará quem a semeia
Quem colhe? É natural que se molhe.
Sem sal, sem pão nem recheio
Evidências: pessoas de permeio
Em gaiolas douradas de ficção
Seguro confortável para a fricção
Cruel e arejada de uma existência
Nos bate e faz crescer, mas no fim,
Nem por isso nos permite maior existência.
Revolta. Revolta e gritos. Gritos e ódio.
Amordaçadas por logros cobardes
Assomo de civilidade idílica
Elevação sacra, intelectual, terna, Divina...
Filhos da Puta!
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
31/05/2021
Vou subindo essas ruas
Há um mundo inteiro a conquistar
Na esplanada o pessoal
As calcinhas foleiras
O Cabelo à mete nojo
E nem sequer estamos
no
Arrogante
Escarro o chão
Mas o papel é no papelão
Tropeço nessas
velhas
Que enfeitam as calçadas
Lusitanas, esburacadas
Orgulho imortal
Vejo o mendigo
Viro a cara
As criancinhas à pedrada
À tareia à cabeçada
Olha aquela desdentada
Foi passar a noite à esquadra
O sôr agente já sem paca
Ela cobrou-lhe à dentada
Mais à frente e no meio da Rua
Um Mundo inteiro para salvar
Dinheiro eu cá não tenho
Mas não faltando o engenho
Eu cá arranjo onde estacionar
Ser o dono da Nação
governar em negação
e cantando esta canção
não deito papeis no chão
e a minha grande ambição
Entrar na congregação
Acabar com a guerra e a fome no mundo
Integrar a solução
Salvem as Baleias!
Quero Ser a Solução
Quero-vos estender a mão
Quero Ser a solução
Mesmo sem ter noção
Jogar ao aperta a mão
Do Português ao Alemão
A América ao Japão
Faço parte da Solução
Nego tudo!
Calúnias!!
Cabalas contra mim!!
Tenho a consciência tranquila,
Antes de mais sou um cidadão
exemplar!
Vou descendo essa avenida
Há tanta gente como eu
Camisinha mãos nos bolsos
Há que ganhar vida que Deus nos deu! (MUAHAHAHA!!!)
Quero Ser a Solução
Quero-vos estender a mão
Mesmo sem ter noção
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
16/05/2013
-Hei, Tu!
-Quem, Eu?
-Não, Tu!
- Foi o que perguntei, Eu?
-NÃO! TU!
-Ah, TU!
-SIM! PORRA, estava a ver que não!
- Que foi, afinal?
- Falta-te um botão!
- E tanta coisa para isso? Falta-me um botão?
- Sim! De nada já agora!
- Não tenho nada para te agradecer, uma estupidez dessas!
- Mal agradecido!
- Não, tu é que és mal-criado!
- Como?!??!
- A dizer porra, e palavrões desse género!
- Só uso do venáculo como força de expressão, e de qualquer forma a culpa é tua, tu é que és lento das ideias..
- Lento o tanas!! Vens-me dizer que me falta um botão, quando estou nu!
- Então, mentira não é, falta-te um, é verdade, mas se querias que eu fosse mais preciosista podia ter-te dito que te faltam vários!
- Vai-te fo..
- Quem é mal-criado agora? Além de grosseiro ainda falas para as pessoas enquanto estás todo nú! Que grosseria!
- EU NÃO FALEI PARA NINGUÉM, ESTAVA CALADO, TU É QUE ME INTERROMPESTE!!
-Interrompi? Mas se não falavas para ninguém..
- Interrompeste o meu acto inteligente de estar calado!
- Então cala-te lá à vontade, e continua a passear-te por aí todo nu, em todo o uso da soberba e exibicionismo! Lemnbra-te só disto - falta-te um botão!
- Vai pastar!! Estou nu!!
- Pois estás...
- E dizes que me falta um botão!?
- O que torna tudo ainda mais triste...
- Triste és tu!!
-Não me parece..
- Tu levas!
- Não é boa ideia..
- Porque não, olho à belenenses!
- Saltava à vista, mas não aconselho..
- Porque não?
- Vais-te magoar...
- Magoo-te a ti!
- E a ti no processo..
- Olha.. que barulho é esse aí nas escadas?
- ...
(ruídos)
- Lá em cima, por favor! Há horas que não pára de discutir com o espelho!
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
07/01/2018
Os abanicos da perversão
Não esperam a assertividade da ocasião,
Nem as calorias da digestão,
Preferem faisão ao omegado salmão,
Recheiam um perú em vez do coração,
Enfiam recheios manhosos na consolação,
Estragam vísceras puras porcas,
Sem quê nem senão.
Vou mudar o disco,
já cansei de rimar em ão.
Ão.
Estas festas, ridículas,
São decências perversas
Obscenas de perdição,
Perdem-se nos significados
Dos versículos, fascículos,
Podres de ocasião,
Não mais que manuais de instrução,
Recibos de devolução,
Hipocrisia sedenta de atenção seca, vazia
Espermicida, prostática, crocodilagens,
Pro-estáticas, inertes, imberbes,
Contaminando intenções e emoções jovens,
Imaturas, inocentes, ainda decentes,
Significados vazios que passam a ter,
Significância por si.
Os torrões de Alicante,
Se confundem com Broas castelar,
O pior ainda,
É a selva de loiça para lavar,
Indivíduos estranhos,
A ressonar,
Pelos púbicos públicos no teu ralo,
Cheiros suspeitos nos teus lençóis,
Bibelots chineses despedaçados,
Suores cansados,
Mares de cachecóis,
Alambazamento desse comum sangue,
Sarnento.
Ahh.. Já só faltam 363 dias.
Tragam-me um café.
Alfinetes.
Júan João Bernardo - O Cavaleiro de Pau do Apocalipse
24/12/2018
As máscaras de Nietzsche têm por vezes elásticos poderosos.
As marés são isso mesmo. De longe a natureza da Lua se revela, mesmo a do seu lado oculto.
Não vemos, mas sentimos. O tempo é amigo. Soberano.
"E se...?" é sempre um pensamento interessante e por vezes até divertido.
Subversão, perversão de algibeira são pequenos tudo-nada que regozijam almas.
Pervertamos outro pensamento do cavalheiro supracitado:
"Nietzsche está morto."
Chupa Friedrich!
Bom dia camaradas!
Cuidado com a coluna vertebral e as picadas nas costas.
Gravilhas miúdas no calçado.
”Júan” João Bernardo, o
Cavaleiro de Pau do Apocalipse
14/07/2019
Gordo gato, gato gordo
Que pateia o passeio, passeando
Um miado, rugido
Que mais não é, cantando,
Protesto de quem procura,
Bem alto dizer, falando
Mas segue, miando.
Mia o pêlo,
Tratado com zelo,
Mia bigodes,
Charmoso és,
Bem sabes que podes,
Mia Pantufas,
Almofadas fofas, robustas,
Quando te chateiam
Com eles assustas,
Miados gostosos,
Bigodaça frondosa,
Figura dengosa
Furioso sindicalista do afecto,
Passivo-agressivo compincha
Passas por qualquer frincha
Vira-lata com porte imponente, selecto!
Preguiçoso ocioso
Selvagem vadio,
Mas nobre no porte
De rabo em pavio
Não te bastam as vidas
És um desgraçado com sorte
Gordo gato, gato gordo
Que pateia o passeio, passeando
Um miado, rugido
Que mais não é, cantando,
Protesto de quem procura,
Bem alto dizer, falando
Mas segue, miando.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
20/01/2020
Dr. Homero,
Vossa Exa. passou anos a queixar-se da sua, agora ex-mulher, que era uma criatura muito aborrecida, julgo, chata para caraças.
Terá isto alguma relação com o que me chegou ontem ao conhecimento (não tive oportunidade ainda de aferir) sobre a Exma. senhora padecer neste momento de uma verdadeira praga de chatos?
06/12/2020
Garotas Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
Garotas
Ah ah...
À
tardinha, encostado
Entorno
jola em todo o lado
E
sonho acordado
Garotas
Ah ah...
Sentadas
ou de pé
A
exibir, sua razão, sua fé (entra teclas)
Garotas
(Ah ah...) (entra coro)
Vivendo
em liberdade
Simpatizam
com a Homossexualidade
Garotas
(Ah ah…)
Aos
Domingos os Namorados
Para
o parque de Monsanto Agarrados
Comem
pevides e tremoços descascados
Garotas
Ah ah (vozes)
Vocês
não sabem o que são
(entra
banda)
Garotas
Ah ah…
Sonham
vir a ser modelos (Garotas Ah ah)
Também
por isso gostam de nos ver a arrancar o pêlo
Garotas
Ah ah
Gulosas
por naturalidade
(Garotas
Ah ah)
Desastrosas
para a contabilidade
Garotas
Ah ah...
As
vaidosas ao despique
(Garotas
Ah ah)
Em
repouso, com gripe...
Assim
explicam, a celulite
(Garotas
Ah ah...)
Fadistas
naturais
(Garotas
Ah ah...)
São
elas... as tais!
Que
ao amor... aspiram a mais!
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah…
Garotas
Ah ah…
Procurando
uma imagem
Encharcam-se
em maquiagem
(Garotas
Ah ah…)
Para
se exibirem a quem passa
A
cara enchem com argamassa
Garotas
Ah ah...
Joias
de Cristal
Vivem
na busca d’O Tal
(Garotas
Ah ah…)
São
uma tentação
Seres
odiosos que nos partem... o coração
(Garotas
Ah ah...)
Bonitinhas
de seus pais
Desfrutando
prazeres carnais
Garotas
Ah ah...
Mentalmente
superiores
(Garotas
Ah ah...)Desprezam os seus valores
(Garotas
Ah ah…)
Cânones
de beleza
Cabecinhas
de incerteza
(Garotas
Ah ah...)
No
passeio comentando
(Garotas
Ah ah…)
Más
linguas, criticando
instrumental
Garotas
Ah ah…
São
quem responde ao meu apelo
A
minha vida fazem num pesadelo
Garotas
Ah ah…
Refasteladas
no sofá
Dizem
pra ti: Opah! Não há!
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
-
E tu, sabes?
-
Sei
- Então diz lá!
Garotas
Ah ah
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
11/09/2008
Os vazos capilares são aqueles onde o pessoal anda agora a plantar cabelo.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
05/05/2020
Os sentimentos são parvos como as pipocas.
Até podem saltar. Más há sempre um(a) filho(a) da puta que os come, enquanto olha distraído(a) para um ecrã.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
24/07/2018
Imaginem.
Acreditem.
Só com calor sabe bem comer gelados com a testa.
Não tenho cavalos, nem sou americano, mas conheço o segredo da bomba atómica.
Passar bem.
Escrivaninhas.
”Júan” João Bernardo, o
Cavaleiro de Pau do Apocalipse
02/10/2019
Dourar a pílula é inútil,
Remar contra, é fútil,
Mimar é masoquismo,
Falar é já obsceno
Solução?
Lá fui eu, pensando (incrível, hein?)
Sistematizei a conclusão:
Comunhão, Tosca,
Grosseiro.
Imbecilidade, Boçalidade.
Sim.
Boçalidades, grotescas,
Barulhentas.
Gargalhadas rudes,
Deselegantes
Como chuva em Abril:
Ligeireza, confronto,
Esse gelo que me cobriu,
Vergastada na batuta,
Estupidez, má vontade,
Que pariu essa…
Dizia eu,
Asneiras, disparates,
Deficiências, incongruências,
Más decências, mal dissentes,
Retaguardas frondosas, vistosas,
Cachaços quentes.
Despeitos secos,
Vozes roucas,
Pétalas roxas…
Hmm…
Alicates.
Agudos, fracos,
Graves,
Gravíssimos, azedos!
“Si”’s menores sem Mi.
(Adivinhem só):
As oitavas majestosas,
Não descem pedestais,
Quebra-se o verniz, o cristal,
Rude atitude, sem sal.
Mas sapiência de papel,
Mais não que o é,
Ou notas elegantes de aluguer!
(perdoem acossado engano,
Mas rimar Papel com Papel,
Parece verso na hora de extrema-unção!)
Camarinhas.
Maravilhas colegiais,
Sorrisos dentais,
Como os fios,
Cabrestos ácidos,
Espinhos traiçoeiros.
Educações engraçadas,
Escondem porcelanas de pardieiro.
Assim era, a princesa do seu cantoneiro!
“-Nossa, mas que grosseiro!”
Assim é minha gente,
Este imbecil que daqui vos fala,
Tolo, guloso, pândego, ignaro:
Palavra de escuteiro:
Para mesquinharias tenho Faro!
Tão longe do Porto,
Que na Busca, pela verdade astuta
Que cada palpitação,
Dessa cruel e supramencionada batuta,
Sofre o seu aborto,
Falhada a existência!
Redunda em frieza, crueldade, mesquinhez:
Chamas gélidas,
Cheiram montanhas verdejantes…
Actos falhados,
Penetrações defraudadas,
Gemidos lesados,
Toques gelados,
Arrepios burlados,
Sentimentos… Espoliados!
Orgasmos frustrados.
Rasgos rapinos,
Vazios, enganados.
São sorrisos falsos,
Argamassas sobre glíter e purpurina,
Cremes e/ou after shave,
Dentinhos vampíricos espreitando os egos
Essas finas flor-do-entulho,
Que esmagam as crendices bacocas
Simpáticas e inocentes
Na graça humana.
Ahh... Sabores do vento!
Como as máscaras de Nietzsche,
Escondem gatos de Schrödinger,
Resignam intenções
Denunciadas por pantomima.
Balizas.
Ancas coxas vazias.
Olhares vazios, discursos frios...
Hipotéticas diversões.
Carrossel.
A gulodice, essa,
Luxúria da carne a haver,
Fica temperada em vinha,
Não de alhos, já se vê,
Lacrada como um repolho, astuto
Mas solitário.
Esconde-se sobre as camadas da cebola.
Já se vê – Maus fígados.
Despeitados em futuros já passados
Ilusões!
Que deixa os demais num assado!
Há definitivamente,
Inércias demasiado activas,
Que magoam na sua inexistência barulhenta.
Ilusões…
É destes pratos suculentos que se fazem as dietas.
Ah… Lugares comuns…
Doces clichés,
Tanto me agraciam as vísceras.
Pobre Andy, caro Michael,
Amigo Elton, camarada Mick
A quanto me obrigam!
Queria tanto ser um Manet
De aura Miró,
Fizeram de mim um Rubens
Com as maneiras de um Taveira.
Real como todas as histórias de amor,
Mesmo as que não existem:
Terminam em morte ou separação.
Visão enternecedora do inferno.
Digestão pesada.
E se tu, sim, tu,
Que isto lês,
Em nada disto te revês,
Mas questionas a cognição alheia,
Natureza desta ranhosa epístola mal formada,
E até recordas:
“-Este gajo não disse que sintetizou a conclusão?”
Bem... não, não
disse!
E é chato, asqueroso,
E insuportável da tua parte,
Em nada te valoriza essa tua atitude.
Disse que sistematizei.
Por tópicos assim ficou,
Saiu isto. Assim deixei.
Caracacá. Versos, rimas de.
Borracha.
Dormi sobre a questão
Rentabilizei o sermão.
Mirei uma opção
Falei com alguém,
Soltei uma gargalhada
Lavei as minhas mãos
Sinto agora que posso dizer:
“-Não basta carregar [ENTER],
Mudar de linha,
Para fazer de,
Um amontoado de texto
E Léxicos desordenados,
Fonemas desgraçados
Parvos, Sem sentido,
Um Poema.”
Ahh.. abatanados!
Easter Eggs
”Júan” João Bernardo, o
Cavaleiro de Pau do Apocalipse
14/12/2018
Jesus é Preto.
Ou melhor, foi.
Aramaico Crioulo devia ser coisa para ter piada.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
26/01/2019
Se de um pirilampo,
Doce lâmpada se enamorasse,
Cândidas faíscas pululariam,
Pelos trampolins magnéticos da existência,
Doce éter, no limbo
Cinza, terra e nada,
Deleitariam Senhor,
na sua omnisciente omnipotência,
Bosões de existência, Quarks de dúvida
Fruto do amor esse, resultaria uma,
Pirilâmpada.
Pinhões.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
23/01/2019
Armem-se lá, Ó Cabrões Acintados
Que neste Monumental Puteiro Lusitano
Se exibem Rosários e terços mal Pregados
Bocas essas, vísceras gretas de porcos profanados
Nação Valente de cangalhos sadios
Heróis Sebosos, Cinzentos e Invejosos
Nobre povo faminto, sem céu nem plinto
Levantai hoje de novo os prazeres vazios
Em egos inflamados, pegajosos, jocosos
De soberba infecta essa, que crê o nosso ainda, o quinto!
Cantai por fim, hoje de novo
Ruínas e degredo de Portugal
Na voz deste pobre e mesquinho povo,
Com fome, mas de Iphone e enxoval!
Soletram hoje, tendências, mantras, rezas
Instruídas por quem move atrás dos panos
Assim bonitos se divertem os tolos
Bestas e trogloditas Lusitanos!
Gentes honradas e nada sinceras
Olham do alto, a plebe néscia e megera
Gáudio sombrio que o poder degenera
Às gentes ruins, pêgas Celtiberas!
E se a ti, meu sacripanta
A quem a sorte nem sorriu,
Mas este fado nada diz,
Marcha já sem cerimónia,
Troando, feliz o mantra:
Para a Puta que pariu!
O Orvalho pululante,
Vox inerte das antenhas falhas,
Deixa intenções de cabeçalho,
Geadas franzinas pegajosas, coloridas,
Carvalhos antigos em centelhos quentes,
Os Abetos das agonias encharcados,
Em cabeças de alho inteiriças,
As abacateiras uivam, apupam, choram, secas,
Vinho velho, rabanadas, dão trabalho..
Popas quadradas, em redes esfregas,
Não se formam sem bom malho,
Pêssegos estimulados em carne duvidosa
Gratuito, mas pago, mais tarde...
Feito em frangalhos...
Os pinheiros, Ulmeiros, Sabugueiros,
Indignam-se na promiscuidade dos cuidados,
Os cebolos espreitam pelas frestas das couves...
São créditos para o qual valho, nada alheio,
A Goiabeira e a Iuca pudicam coradas,
Velhacas...
Laranjeira, Limoeiro, Leiteiro,
Aplaudem a ousadia da folia!
É terra molhada, mato novo,
Pasto velho, raiado solar,
Azinheira serena assiste,
Sente o calor como um petro-dólar,
Um Quebra-Galho, trevo sapiente,
Assim é a imagem desse paspalho,
Imberbe Eucalipto, desdenha do proveta Salgueiro,
Cheiro queimado, desgastado, assado,
Nespereiras e Macieiras ignoram.
Assim se comporta pirralho,
O azevinho sem-lei,
Chupa água ao Plátano e ao Sobreiro,
Fluidos doces, cheiros florais,
Assim passeiam nesses quintais,
Ao som tilintante do avacalho,
Meio assoalho, meio cascalho,
Entre a Nogueira e Sequoia,
Ambiente Viscoso apela ao amor
Perigoso, vislumbrando borralho a haver
Desejos secretos de um Freixo,
Pela Oliveira embeiçado,
Usar de um cintaralho aspirava ele.
Para consumar amor
Na carne (madeira!).
Knock, Knock, Knock.
Who’s there?
Knockin' on heaven's door.
Ah.. a Natureza! É do Camandro!
Camarinhas em cabides.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
14/01/2019
Egregiando o néscianismo
Feliz se faz o imbecil
Como a Pota com Caril
Bicicleta sem selim
Miudezas escovadas a Bom Bril
Onanizem-se cavalheiros!
Preclaras e nunca assaz,
Louvadas Eminências
Jocando párias, desgraçados
Lápis coloridos sem bico
Inércias palrantes
Agentes de mudança fugaz
As Mesmíssimas trivialidades
Indolentes, inconsequentes
Quentes por sangue apenas
Costureiras ferrenhas de forros rotos.
Ahhh..
Puxem-me as palavras...
Eu arrebento os nós
Cuspo vocábulos, fábulas
Aspirinas
Tesouras rombas e chá morno.
Revistas e fita-cola.
Salvé Identitários.
Entrenhem-se.
Post-it's.
Cola dura, pólvora seca.
Júan João Bernardo - O Cavaleiro de Pau do Apocalipse
30/05/2019
Existem muitos tipos de coragem. Um dos melhores, o medo dos outros.
Deus escreve respeito pelas linhas das portas.
Ponderai.
Gravilhas crocantes.
”Júan” João Bernardo, o
Cavaleiro de Pau do Apocalipse
18/03/2019