Faces, fantasmas, frontispícios, pessoas, fuças, esqueletos, semblantes, sombras, efígies, máscaras, letras, aspectos, expressões.
terça-feira, 13 de maio de 2025
Inexistência miserável
sábado, 19 de abril de 2025
Pinturas Endiabradas
terça-feira, 25 de março de 2025
Descrédito
O descrédito desta nação só é comparável ao descrédito surreal das administrações de países alheios.
Realmente, tenho que dar razão a um amigo meu:
"Com a progressiva queda de taxas de analfabetismo no mundo, temos cada vez menos analfabetos e cada vez mais imbecis!"
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
Dores de Crescimento
Se um dia alternasse
Por um instante que fosse
Saberia eu cantar a esse doce
Crescimento ordeiro, por Quadras e Eras
Um dia Alternado
Uma lição que se fez
Acabaria eu deitado
De amor morto, Outra vez.
Saltem pois, casais e amores!
Ignorem essas dores,
Que no fim, serão prova
do quanto vos amastes.
Não o digam - que devo sentir…
Que - só dor, por mim está bom!
Enquanto assomado de males de amor;
Mesmo doendo, não senti nunca, maior torpor…
Se o tempo me julga,
A vida também,
Só posso esperar que o faça, também!
- O Coração de alguém!
E assim perco a mão ao coração
Desnorteia-se a razão
Descontrola-se a emoção
Desfeita está, a Ilusão.
domingo, 3 de dezembro de 2023
Perdido e Cansado
Perdido, derrotado, vencido. Desprezado, amarrotado, puído e feio.
Sem jeito sonhador ignorante e irremediável, com desilusões eternas, reduzido a um lixo mudo que grita um berro surdo que ninguém quer ouvir.
Uma derrota atrás da outra que todos os dias olho com vómito contido de ansiedade, depressão raiva e desilusão.
É este o fim?
Provavelmente.
Estou cansado.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Fugas e Saídas
Quero aquela montanha
Aquela que não se desdenha nem apanha.
Uma mão cheia de terra, cinza e nada.
Um pedaço de chão, um monte de erva.
Aquela carência que consome mais que uma Era.
Que a inocência, desprovida, acaba atada.
Quero tudo, e nada quero.
Quero entrar e quero sair, sem que, nada em mim,
possa destruir a pureza de um tão fátuo momento,
Que sempre presente, nunca se lhe oculta e mente.
Procuro a liberdade.
Liberdade de entrar e sair.
Voltar a sair e entrar, sem cair no vácuo
Da existência...
Já não posso assumir.
Dúvidas que não cessam,
recados que não morrem,
mas também não são entregues.
Uma mão cheia de terra, chama para mim:
-Anjos e demónios, sem fim, aguadilha benta de um arlequim.
Pergunto aos seres que pululam de fé translúcida e insubstancial:
Será sempre assim?
quarta-feira, 30 de março de 2022
Coração partido, Desesperado, Espezinhado!
O meu coração é-me arrancado do peito a cada olhar que não me corresponde.
É triste, são lágrimas, é chão,
É um desmazelo de coração.
É um desprezo pela emoção.
É uma perda, cada dia, um dia a menos para amar e ser feliz, conquistar o mundo e comer a vida, com alma, e viver o pleno.
Penitencio-me a cada desprezo, a cada rejeição, a cada traição.
Temo eu, que nunca eu, veja chegado o dia.
Triste de mim, que nunca conheci o que é viver além da depressão amorosa da juventude.
Riso dos adultos boémios, já sem virtudes, que se acomodam, balofos em seus sofás cadeirões.
Nunca deixam de ostentar aquele riso escarninho, de grandessíssimos cabrões!
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Veias coalhadas e conspurcadas: Nunca Mais!
Cento e onze (111) anos desde que passou a ser mal visto e desaconselhado o casamento e procriação entre primos direitos. Ninguém diria, após uma breve observação daqueles que são hoje entendidos como a nossa elite política, económica e cultural.
Fracos de espírito, podres de alma, ocos de mente. Enfrentai a verdade e esta vos dará a chave da liberdade.
Pensem nisto.
Namastê
H.V.P.
05/10/2021
segunda-feira, 31 de maio de 2021
Ódios Assomados
As labaredas funestas
Do ódio, honestas
Mais não dançam,
Nem cantam,
Mas quando cantam e dançam,
O fazem chorando derrotas
Hecatombes almareadas
Civilizações tombadas
Tomadas, chagadas por egos
Que em Terra de cegos
Usam pregos que relegam
Pútridas verdades sombrias
O direito sai canhoto.
A verdade pueril, servil abstrusa.
Hologramas e caracteres
Idealizados, Quais preferes?
Engodos da imperfeição alheia.
Das poucas colheitas,
Que dissaboreará quem a semeia
Quem colhe? É natural que se molhe.
Sem sal, sem pão nem recheio
Evidências: pessoas de permeio
Em gaiolas douradas de ficção
Seguro confortável para a fricção
Cruel e arejada de uma existência
Nos bate e faz crescer, mas no fim,
Nem por isso nos permite maior existência.
Revolta. Revolta e gritos. Gritos e ódio.
Amordaçadas por logros cobardes
Assomo de civilidade idílica
Elevação sacra, intelectual, terna, Divina...
Filhos da Puta!
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
31/05/2021
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Falangeta Palpitona
As palpitações espásmicas nas falangetas, não são menos dolorosas que as estantes tombadas nas jantes das existências.
Não esqueço: "-Deus escreve respeito pela linha das portas".
Caipiras.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
28/11/2018
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Pestanas e Palpitações
Ah! Sabes?
Se teve o pecado pestanas
Foram ofegâncias provas partidas
Para mim, já hoje,
Soam distorcidas:
Trovas antigas!
Matéria de sonhos,
Essência de ilusões,
Danos fortes,
Espasmos, palpitações
Foi pecado,
Foi paixão
Fogo esse,
Também é rebelião
Hoje me insurjo
Contra esse teu monstro
Esse teu cheiro, hoje sujo intruso
Fel malsinoso, traficante de ilusão
Sim, corri já eu,
No meu quarto, por ti,
Muitas maratonas,
Também por muitas fés
E fracas personas.
Se permiti eu,
Que o sangue fervesse,
Dos olhos escorresse e enlouquecesse,
Hoje já, parti de novo soberano,
Disposto a conquistar qualquer novo coração,
Não o teu, Tirano!
Sim…
As pestanas assaltam inda,
Os escuros ecos da memória fugaz
Tóxicos como nem antrax,
Sombreando já negro semblante
Mas não mais hoje to permito
Mais, hoje te não desejo
De ti hoje, minha alma se blinda
D.O.C.
18/12/2019
quarta-feira, 28 de abril de 2021
O Pecado tem Pestanas
Se o pecado tem pestanas
Não exclui isso, a vontade
Correr e sentir, correndo
O sangue fervendo, fazendo
Expiando saudade,
Nas brasas da carne,
De quem pela culpa se deixa cair
Pelo desejo abraçar
E nas volúpias partir
Aromas esquecidos
Suaves curvas,
Gulosos sabores,
Melosos lábios,
Mil licores,
Olhos nervosos,
Sempre sábios,
Toques sedosos
Espasmo trigoso
Afago brioso
Ah… sim…
O Pecado tem pestanas!!
Quem diria! Tu?!
Os sorrisos melodramáticos
Vívidos, mas distantes,
Cândidos, simpáticos!
Coração infante,
Presença no porte,
Ausência no tom,
Amesquinhas o meu ego, tratante,
Doce na voz,
Amarga no trato,
Vive adiante
Desprezando a sorte
Degustei eu, agora
Toque escaldante,
Arrepio quente,
Fizeste-me amante
Diabo caído, partido
Não mais gente.
Chegaste chegando,
Perto, perto e mais perto,
Sonhos travessos,
Sentidos avessos
Ainda mais perto,
Entrelaçadas as matérias
Pirobólogo êxtase
Eléctricos choques,
Fluídos contágios,
Disforme aparato
Tudo tão perto
Bulício errante
Júbilo completo
Prova essa, cruel,
Castigo, Fel,
Partiste, fugiste,
Intangível ficaste,
Tágide vil,
Secaste-me a boca,
Inundaste-me o peito
Meu âmago dócil
E meu ego grácil
Estoiraste-os a todos
Sua puta senil!
D.O.C.
17/12/2019
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Cubos de Rubik
Cabeças florindo em cubos de rubik. São lembranças de futuros inertes. Atenção às portas, a canção.
Homero de Vaz Pessoa
15/10/2019
sábado, 24 de abril de 2021
Saída de Emergência
Inocência Pura
Sala escura
Um grito no ar
Procuro a saída
O aterro da vida
Onde eu não me posso deixar
Andando em volta
Lentamente
Começo a sufocar
Sozinho desespero
À espera de me salvar
E a porta é ali
E a luz vem dali
Toda a vida esta espera
De ganhar, aprender a crescer
Tentativas vãs e fúteis
Sem as quais não consigo viver
E a saída é ali
E a luz vem daqui
Na vastidão do tempo
Da imensidão do nada
Sinto em mim um desespero
Carência de alvorada
ALVORADA!!!
E do vazio da existência
Arranho um grito
que mais ninguém quer ouvir
Mas um dia faço a mala
Sigo em frente sem me despedir
E ao passar daquela porta
Não sei bem o que sentir
Inocência Pura
Sala escura
Um grito no ar
Procuro a saída
O aterro da vida
Em que nao me posso deixar
E a porta é ali
E a luz vem dali
E a saída é ali
E a luz vem daqui!
D.O.C.
03/03/2012
terça-feira, 20 de abril de 2021
Canto às Abelhas
Canto às abelhas,
Paixões que não tive,
Declamo às baratas,
As frustrações vividas,
Às moscas grito,
Tristezas sofridas,
Mas às melgas,
Queixo das despesas já tidas,
Ambições essas,
Segredo-as às formigas,
Laboriosas camaradas,
Cegas, fortes, eficazes,
De algo bem maior que Elsas,
São capazes,
Os desgostos esses,
Recito-os às Cigarras,
Enquanto as fumo
Em néons de plasma,
Electromagnéticos, pululantes,
Espectros existenciais,
Vozes celestiais.
Penso:
"-Mas se falo com bichos,
Quem a sério me levará?"
Peço uma empreitada,
De auto-conhecimento,
Mas estou embargado,
Sem alvará...
Pior é, que os bichos
Esses, me respondem sabiamente:
"-Vive, existe, sente alegremente,
Não precisamos da resposta às perguntas:
-"E se...?" e "Porquê?" "
Assim concluo...
Talvez se tenha abusado do LSD.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
01/08/2018
segunda-feira, 8 de março de 2021
Mulher
Mulher
Perfeita.
Tão perfeita como a imperfeição se quer,
Ser único, autêntico... Única...
Personalidade ternamente implacável,
Libertou em mim,
Em toda a sua fúria graciosa,
Tempestade serena, que És,
Furtiva, presente,
Uma paixão que não se agarra
Mas se sente.
És o Vento.
Sinto-te mas não te posso agarrar.
Acalmas-me e abalas-me,
Combalido, não te consigo antecipar.
Oiço-te, mas não te vejo,
Fecho a mão, mas nada,
Vazio.
Não te posso agarrar.
És o Vento que tudo fustiga.
Que que era, mas já não o é,
Depois de ti...
Sem ti...
E Mar... Vejo-o agora claramente também...
És Mar uno com o Vento...
Transparente mas poderoso.
Poderosa.
Esmagarias gigantes... Com a força desse mar,
Se esse capricho assim te assaltasse a vontade,
Mas não... Vais, e vens, e vais...
E vais...
A maré mudou.
Essa força demolidora que vive em ti é Soberana.
Falou.
Tu és Força, Energia, Vida e Ser.
Jamais conseguiria eu fazer justiça
Tentando conter ou descrever
Em apenas palavras,
Nunca!
Por mais anos que eu o fizesse
Independentemente dos anos
Que pudesse vir a Viver...
E foi essa existência Tua,
Que me esmagou desde o primeiro momento.
Fascínio e espanto,
Esta obsessão doentia,
Apaixonada que não quer largar,
De uma forma estúpida, infantil,
Incoerente, inocente mas despropositada...
Mas Fútil... Inconsequente...
Não encontra mais palavras para se exprimir,
E sobretudo, para se fazer Crer...
Crer no Querer...
E lembro.
Lábios doces de provar...
Amor que desconcentra e desnorteia os sentidos...
Estremece-me e envolve as vísceras em espasmos palpitantes...
Cabelos... Deleitosas cortinas de aromas, sensações e emoções...
Iludem os sentidos...
Perco os sentidos...
Perco o pé...
Mas hoje choro.
Hoje já foi.
Não fui merecedor desta criatura que,
Por mais que tente,
Não acho forma, palavras,
Para descrever e lhe fazer Justiça...
Toda a fúria do que não fui, mas tu foste,
Toda a Culpa daquilo que sinto,
Mas que Sinto que deixei de o provar,
Das provas que tu me deste e do que tu sentes...
E eu não dei...
Esmaga-me o peito...
Estrangula-me a alma
Agoniza-me a existência,
Por cada vez mais, menos merecedor me sentir de ti...
Do teu amor...
Sei que não deixarei eu de te amar...
Com isto vou ter de viver...
Amo-te... E mais não é possível dizer,
Pois por mais que a mulher que eu amo,
Para sempre, para mim
Nunca deixarás de ser...
A Mulher.
D.O.C.
08/03/2017
sexta-feira, 5 de março de 2021
Viagens
O céu já clareia
Sacola e
guitarra
Nova
jornada
Nova
viagem
E o sol
pinta já o céu
Tons
dourados, magentas
Vejo
pessoas cinzentas
Desfocadas,
sem nexo
Sem
classe, sem sexo
Devolvem-me
o olhar vítreo
Que vê
muito além
Embalados
na trepidação estão,
Na carreira
sem estação
Quero o sol, quero a lua
Correr essa rua
Pisar essa terra crua
E tanto por fazer
Quero viver
Salpica o sol na face
De manchas ígneas, quentes e belas
Que nem assim aquecem
O fundo, profundo,
Uma alma que não consegue,
Não pode, ou não merece
Receber o seu calor
Fria imagem, fria margem,
Entre duas pelas quais corro
Procuro respostas para perguntas que nem existem
Ou talvez nem devessem existir...
O calor desta viagem procura,
Disfarçar a ausência daquele que não
existe
Acalmar o frio surdo,
Angustiante, cortante, constante
Sonho errante, expectante:
A próxima paragem...
essas paragens...
Apeadeiros desertos, vazios, inúteis
Escondem razões fúteis
Mas que são esmagadas
Por um propósito incerto, absurdo, condenado,
Daquela que é afinal
A grande viagem:
A última paragem
Procuro o sol, procuro a lua
Quero só sair à rua
Caminhar nessa terra crua
Sem saber, pensar, temer, sentir
Correr num dia quente assim
Sentir O Caminho A Correr Para Mim
D.O.C.
03/09/2013
quinta-feira, 4 de março de 2021
Existências Medíocres
O desprezo pelas existências medíocres, é bálsamo sagrado, éter providencial.
Imaginai gentes feias, odiosas, maquiavélicas, porcas, ignorantes, buçais, néscios de plateia, inertes almas amorfas que só pensam em ócios imediatos, palavras ocas, significados e significandos frívolos e profanos.
Hipocondria espiritual.
Agora olhai o espelho. Não são assim tão diferentes, pois não?
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
05/07/2019
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Chama Gelada
Arde o fogo com vontade
sedento fôlego e poder
dançam chamas florindo,
Queimando, rindo,
Fogo esse já um dia
me ia destruindo
Revolta um passado
nunca esquecido
Essas lembranças
Doces esperanças
Memórias para quem nunca fui
Acolho gozo esse sonho
Esqueço pisar esse chão
Não quero mais amar esquecido na solidão
Quero este sonho
Dá-me a tua mão!
lembrado, passado,
assumido, e ferido...
Fantasmas não queridos
rostos perdidos,
Almas escondidas,
Olhares fingidos
Feições amargas
Doces palavras
nada guardam
que não dor
E essa mágoa delirante
Canta à memória que um dia privou
Afasto esse desejo perdido
Esquecido, mas que o tempo não apagou
Despreza-me, deixa-me sonhar
confesso assim
Como que em oração
Quero para mim
esse perdido coração
Essa sensação
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Recordo agora estas palavras
Já do meu vocabulário esquecidas
Por anos e febres adormecidas
Quase delas me esquecia
A ti agradeço por, mas recordares
Mas agora a ti também as vou gritar
Confesso por fim
Em prosa nua
Eu quero! E quero mais!
E quero gritá-lo no meio da rua!
No meio da Rua / Eu quero
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Eu quero!
D.O.C.
12/10/2013
com base no poema "Chama de Gelo", 12/09/2012
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Criancinhas no Carnaval
Escusam de publicar fotos das vossas criancinhas mascaradas, cheios de esperança. Continuam horrorosas à mesma.
Fizeram mesmo um péssimo serviço como pais.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
01/03/2019
PS: três anos depois não mudo uma vírgula.
H.V.P.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Rasgo
Um rasgo na rua
Bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
Avanço lentamente
Passo a passo
Pareço recuar
Cada partida uma incerteza
Em cada avanço uma derrota
Sozinho canto e grito
Bato em força na parede
Na parede que não mexe, só implacável e fria
Que em mim basta para me bastar
Sozinho canto e berro
Quando em minha frente um anjo
Sem ter asas por abrir
Mas para que voar tão alto
Se daqui não se faz sentir
No final já ao crepúsculo
Lembro o que sou e não fui
De quem é a culpa, e quem ma roubou
Para o inferno sozinho eu vou
Em mim revolta pura
Paralisante incompetência
Ai de mim se paro agora
De mim não deixo vivência
Um rasgo no meio da rua
Aqui bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
D.O.C
03/03/2012
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
Dúvidas (Sensação)
Quando te sentes
traído, magoado e usado.. que nome lhe dás tu?
Uma ofuscante luz,
que te trai a ti mesmo, porque é uma luz negra.. o pensas tu?
Sabes que a vida é
madrasta, e que os sonhos disso não passam.. que sentes tu?
Tens aqueles
breves instantes de sonho acordado, que lhes chamas tu?
Quando acordas,
era um pesadelo, nada comparado ao de agora.. e o que dizes tu?
Ahhh.. puta de
vida...
que é sempre a
perder, e não queremos querer
Dás-nos com uma
mão e roubas com as duas para nos fazer sofrer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
andar, é eu acreditar, no que quero fazer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
avançar, é eu acreditar no que quero ser
Quando sentes que
a tua vida acabou, o que pensas tu?
Se sentes que
contra ti Céu e a Terra. O que sentes tu?
Quando
Desesperado, não sabes que fazer à vida, o que pensas tu?
Se estás no fundo,
e já só te resta subir, erques a cabeça e o que dizes tu?
Ahhh.. puta de
vida...
que é sempre a
perder, e não queremos querer
Dás-nos com uma mão
e roubas com as duas para nos fazer sofrer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
andar, é eu acreditar, no que quero fazer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
avançar, é eu acreditar no que quero ser
Continua a andar,
mesmo devagarinho
Mas já sabes, nesta
marcha
Conta estar sempre
sozinho
Quando sentes que
a tua vida acabou, o que pensas tu?
Se sentes que
contra ti Céu e a Terra. O que sentes tu?
Quando
Desesperado, não sabes que fazer à vida, o que pensas tu?
Se estás no fundo,
e já só te resta subir, erques a cabeça e o que gritas tu?
Ahhh.. puta de
vida...
que é sempre a
perder, e não queremos querer
Dás-nos com uma
mão e roubas com as duas para nos fazer sofrer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
andar, é eu acreditar, no que quero fazer
Ahhh.. puta de
Vida..
O que me faz
avançar, é eu acreditar no que quero ser
D.O.C.
04/07/2008
domingo, 24 de janeiro de 2021
Um Lugar
Por aí existe um lugar
Onde gostava de estar
E aí ouvi dizer
Feliz eu consigo ser
Não consigo lá chegar
Perdi-me sem encontrar
Nesta ansia de viver
Estou cativo sem saber
Eu não quero cá ficar
Parto em busca dessa fé
De forças para lutar
Num cruel jogo de azar
Quero poder acreditar
Para poder Sonhar
E se um dia encontrar
O sonho, esse lugar
Então eu enho-te então buscar
E vens comigo sonhar
D.O.C.
25/10/2013
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Pintas
Vou subindo essas ruas
Há um mundo inteiro a conquistar
Na esplanada o pessoal
As calcinhas foleiras
O Cabelo à mete nojo
E nem sequer estamos
no
Arrogante
Escarro o chão
Mas o papel é no papelão
Tropeço nessas
velhas
Que enfeitam as calçadas
Lusitanas, esburacadas
Orgulho imortal
Vejo o mendigo
Viro a cara
As criancinhas à pedrada
À tareia à cabeçada
Olha aquela desdentada
Foi passar a noite à esquadra
O sôr agente já sem paca
Ela cobrou-lhe à dentada
Mais à frente e no meio da Rua
Um Mundo inteiro para salvar
Dinheiro eu cá não tenho
Mas não faltando o engenho
Eu cá arranjo onde estacionar
Ser o dono da Nação
governar em negação
e cantando esta canção
não deito papeis no chão
e a minha grande ambição
Entrar na congregação
Acabar com a guerra e a fome no mundo
Integrar a solução
Salvem as Baleias!
Quero Ser a Solução
Quero-vos estender a mão
Quero Ser a solução
Mesmo sem ter noção
Jogar ao aperta a mão
Do Português ao Alemão
A América ao Japão
Faço parte da Solução
Nego tudo!
Calúnias!!
Cabalas contra mim!!
Tenho a consciência tranquila,
Antes de mais sou um cidadão
exemplar!
Vou descendo essa avenida
Há tanta gente como eu
Camisinha mãos nos bolsos
Há que ganhar vida que Deus nos deu! (MUAHAHAHA!!!)
Quero Ser a Solução
Quero-vos estender a mão
Mesmo sem ter noção
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
16/05/2013
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
Ponte
Auto-estrada de asfalto
Corro num salto
E penso voar
Asas eu não tenho
E faltando o empenho
Vou ter de nadar
Aquele mar cinzento
E água bolorenta
Faz-me bracejar
Afogado ainda nem a meio
Um barco de permeio
Para que possa remar
E esse ar sombrio
Húmido e frio
Já só quero ficar
Tu caminha nessa ponte
Que o sol voltará a brilhar
E se seguires o trilho à fonte
Então a razão te assaltará
Pois então ergue-te nessa ponte
Vem, atravessa-a e sobe o monte
Sim, constrói lá essa ponte
Vem e conquista esse monte
D.O.C.
07/08/2013
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Trilho Nocturno
No trilho nocturno
Raios rapinos
Sufocante massa
Rumo ao destino
Caminhos escuros
Terra abatida
Onde buscas
As tuas saídas
Continuar
Nada a temer
Quem se ficar
Sai a perder
Bestas de pedra
Lobos famintos
Travas a guerra
Que te ilude os sentidos
Ventos possantes
Roncos Agrestes
Iras cortantes
Ensopam-te as vestes
Há-que lutar
Pode doer
Mas tens que aguentar
Não te deixes vencer
Diniz Oliveira Campos
15/10/2008
domingo, 10 de janeiro de 2021
Cegonhas e Pipocas
As páginas escritas com virtuosidades alheias, mais não são que incongruências da nossa alma, molestada pelo sucesso de terceiros.
Declaro aberta a época da caça às cegonhas.
Pipocas.
Pensem nisto.
Namastê.
H.V.P.
17/10/2018
sábado, 9 de janeiro de 2021
Inverno
Madrugada de Fim-de-Semana
Levanto cedo recordando
Há tanto por fazer
As árvores sussurram à brisa gelada
E a primeira luz dourada
Pinta e aquece o gelo do chão
O perfume do café da manhã
Aquece a alma,
letárgica, irascível sonolência
Os sentidos só aos poucos despertam
Agora já o sol mais alto
Claro-escuro, quente e gelado
Acentua o frio que trago ao peito
Enquanto o sol levanta
Aquece o dia
Quero o sol
Quero a lua
Quero gritar no meio da rua
Raio de sol minha esperança
O futuro não se faz da lembrança
Quero o calor e quero a luz
Este frio não me seduz
Vou em viagem rumo ao sol
Quem conduz?
Diniz Oliveira de Campos
05/06/2013
sábado, 2 de janeiro de 2021
Idiossincrasias
As idiossincrasias de hoje são as promessas caídas do amanhã.
Pensem nisto.
Namastê.
H.V.P.
14/09/2018
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Conversas
-Hei, Tu!
-Quem, Eu?
-Não, Tu!
- Foi o que perguntei, Eu?
-NÃO! TU!
-Ah, TU!
-SIM! PORRA, estava a ver que não!
- Que foi, afinal?
- Falta-te um botão!
- E tanta coisa para isso? Falta-me um botão?
- Sim! De nada já agora!
- Não tenho nada para te agradecer, uma estupidez dessas!
- Mal agradecido!
- Não, tu é que és mal-criado!
- Como?!??!
- A dizer porra, e palavrões desse género!
- Só uso do venáculo como força de expressão, e de qualquer forma a culpa é tua, tu é que és lento das ideias..
- Lento o tanas!! Vens-me dizer que me falta um botão, quando estou nu!
- Então, mentira não é, falta-te um, é verdade, mas se querias que eu fosse mais preciosista podia ter-te dito que te faltam vários!
- Vai-te fo..
- Quem é mal-criado agora? Além de grosseiro ainda falas para as pessoas enquanto estás todo nú! Que grosseria!
- EU NÃO FALEI PARA NINGUÉM, ESTAVA CALADO, TU É QUE ME INTERROMPESTE!!
-Interrompi? Mas se não falavas para ninguém..
- Interrompeste o meu acto inteligente de estar calado!
- Então cala-te lá à vontade, e continua a passear-te por aí todo nu, em todo o uso da soberba e exibicionismo! Lemnbra-te só disto - falta-te um botão!
- Vai pastar!! Estou nu!!
- Pois estás...
- E dizes que me falta um botão!?
- O que torna tudo ainda mais triste...
- Triste és tu!!
-Não me parece..
- Tu levas!
- Não é boa ideia..
- Porque não, olho à belenenses!
- Saltava à vista, mas não aconselho..
- Porque não?
- Vais-te magoar...
- Magoo-te a ti!
- E a ti no processo..
- Olha.. que barulho é esse aí nas escadas?
- ...
(ruídos)
- Lá em cima, por favor! Há horas que não pára de discutir com o espelho!
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
07/01/2018