terça-feira, 13 de maio de 2025

Inexistência miserável

Pedaços de lixo entre-cortados de coisa nenhuma, inexistência miserável,  inefável e desprezível. Pedaço de nada com outro pedaço de coisa nenhuma, antecipam o que um dia não será mais que pó, cinza, terra e nada, sem vestígios de uma inexistência passiva que em nada contribuiu para que a terra gire ou deixe de girar. Minha herança na existência mais não é que um buraco vazio que mais não é que incómodo ou não tarda a ser tapado, ignorado e esquecido para ser pisado pelo seguinte.
É esta a minha sina?
Nada me indica o contrário! Desaparecesse definitivamente agora ninguém sentiria falta e pouco tempo passaria até ser totalmente esquecido. Minha existência sempre foi assim: não deixar de lembrar para que nunca seja esquecido.

É triste. Lamentável. 
Solitário. Desprezível.
Pó de estrela morta com forma vagamente viva que não tardará a voltar ao caos atómico e entropia universal. 

E isso entristece-me. Não há marca positiva que possa deixar. Não há trabalho bem feito que consiga fazer. Tudo é superficial e sem sentido. Quando dizem que tudo tem seu valor é porque ns verdade nada tem valor. E isso deprime. Além da vida. Além da existência. 

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