Arde o fogo com vontade
sedento fôlego e poder
dançam chamas florindo,
Queimando, rindo,
Fogo esse já um dia
me ia destruindo
Revolta um passado
nunca esquecido
Essas lembranças
Doces esperanças
Memórias para quem nunca fui
Acolho gozo esse sonho
Esqueço pisar esse chão
Não quero mais amar esquecido na solidão
Quero este sonho
Dá-me a tua mão!
lembrado, passado,
assumido, e ferido...
Fantasmas não queridos
rostos perdidos,
Almas escondidas,
Olhares fingidos
Feições amargas
Doces palavras
nada guardam
que não dor
E essa mágoa delirante
Canta à memória que um dia privou
Afasto esse desejo perdido
Esquecido, mas que o tempo não apagou
Despreza-me, deixa-me sonhar
confesso assim
Como que em oração
Quero para mim
esse perdido coração
Essa sensação
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Recordo agora estas palavras
Já do meu vocabulário esquecidas
Por anos e febres adormecidas
Quase delas me esquecia
A ti agradeço por, mas recordares
Mas agora a ti também as vou gritar
Confesso por fim
Em prosa nua
Eu quero! E quero mais!
E quero gritá-lo no meio da rua!
No meio da Rua / Eu quero
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Doces palavras
feições amargas
nada guardam
que não dor
Eu quero!
D.O.C.
12/10/2013
com base no poema "Chama de Gelo", 12/09/2012
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