Canto às abelhas,
Paixões que não tive,
Declamo às baratas,
As frustrações vividas,
Às moscas grito,
Tristezas sofridas,
Mas às melgas,
Queixo das despesas já tidas,
Ambições essas,
Segredo-as às formigas,
Laboriosas camaradas,
Cegas, fortes, eficazes,
De algo bem maior que Elsas,
São capazes,
Os desgostos esses,
Recito-os às Cigarras,
Enquanto as fumo
Em néons de plasma,
Electromagnéticos, pululantes,
Espectros existenciais,
Vozes celestiais.
Penso:
"-Mas se falo com bichos,
Quem a sério me levará?"
Peço uma empreitada,
De auto-conhecimento,
Mas estou embargado,
Sem alvará...
Pior é, que os bichos
Esses, me respondem sabiamente:
"-Vive, existe, sente alegremente,
Não precisamos da resposta às perguntas:
-"E se...?" e "Porquê?" "
Assim concluo...
Talvez se tenha abusado do LSD.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
01/08/2018
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