As labaredas funestas
Do ódio, honestas
Mais não dançam,
Nem cantam,
Mas quando cantam e dançam,
O fazem chorando derrotas
Hecatombes almareadas
Civilizações tombadas
Tomadas, chagadas por egos
Que em Terra de cegos
Usam pregos que relegam
Pútridas verdades sombrias
O direito sai canhoto.
A verdade pueril, servil abstrusa.
Hologramas e caracteres
Idealizados, Quais preferes?
Engodos da imperfeição alheia.
Das poucas colheitas,
Que dissaboreará quem a semeia
Quem colhe? É natural que se molhe.
Sem sal, sem pão nem recheio
Evidências: pessoas de permeio
Em gaiolas douradas de ficção
Seguro confortável para a fricção
Cruel e arejada de uma existência
Nos bate e faz crescer, mas no fim,
Nem por isso nos permite maior existência.
Revolta. Revolta e gritos. Gritos e ódio.
Amordaçadas por logros cobardes
Assomo de civilidade idílica
Elevação sacra, intelectual, terna, Divina...
Filhos da Puta!
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
31/05/2021
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