sábado, 15 de agosto de 2020

Turbilhão Solitário

 

Longe da razão do Ser        

Neste Mundo

Desconheço o que serei    

Só, Vou seguindo este trilho

Para onde vai não sei bem

 

Mal me lembro de mim menino

Tão inquieta esta fome     

Perdi-me no meu caminho

A Solidão dá tanta sede

Sei que te podes esconder  

Em mim, teu ser minha dor

Sinto de perto esta angústia

De um rio que não desaguou

 

Pela verdade errante

Grito sem nenhuma fé

Por uma saudade distante

Não distingue a mentira do que é

 

E no fundo do ser

Busco em mim a razão

Aquela que me tolda o medo

Vivendo em ilusão

 

E no fundo do ser

Grito sem nenhuma fé

Por uma saudade distante

Vivendo em ilusão, solidão


Diniz Oliveira Campos 

02/06/2012


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