Cabeça encostada à janela
Céu e mar azul
Pedra e carris, o chão..
Sentes confortável o sol a bater-te no rosto,
E admiras mais uma vez a magnifíciência do seu reflexo
Na água enrigada pelo vento, mas que ainda assim, caminha
tranquila..
À tua imagem..
Desfrutas de um dos teus mais íntimos momentos,
apesar de ires numa carruagem que se encontra apinhada..
Viagem esta, rotineira, dia a dia sem destino,
mas que te é crucial:
rodeado de gente mas solitário,
a tua vida identificas metafóricamente, e pensas,
neste tempo morto e inútil, que é só teu
E pensas..
O ruído soporífero ritmado da trepidação,
Um olhar distante
Fixo numa paisagem qualquer,
Em que os teus olhos se vidram,
E ves então, muito além
Do teu campo de visão..
Começou a tua viagem.
Sonhos, memórias, pensamentos, ilusões...
Tens pressa em chegar ao teu destino,
Mas escondes um secreto desejo,
O de que aquela viagem nunca mais acabe,
Pois quando isso acontecer,
Algo de mau e horrível, cataclísmico, sucederá..
O Fim do Mundo.. do Teu Mundo..
D.O.C
20/06/2008
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