Um rasgo na rua
Bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
Avanço lentamente
Passo a passo
Pareço recuar
Cada partida uma incerteza
Em cada avanço uma derrota na certeza
Sozinho canto e grito
Bato em força na parede
Na parede que não mexe, só implacável e fria
Que em mim basta para me bastar
Sozinho canto e berro
Quando em minha frente um anjo
Sem ter asas por abrir
Mas para que voar tão alto
Se daqui não se faz sentir
No final já ao crepúsculo
Lembro o que sou e não fui
De quem é a culpa, e quem ma roubou
Para o inferno sozinho eu vou
Em mim revolta pura
Paralisante incompetência
Ai de mim se paro agora
De mim não deixo vivência
Um rasgo no meio da rua
Aqui bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
D.O.C.
12/08/2012
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