Desconfiem de toda a gente que não assume que também tira macacos do nariz.
Glória e Chá.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
06/03/2019
Faces, fantasmas, frontispícios, pessoas, fuças, esqueletos, semblantes, sombras, efígies, máscaras, letras, aspectos, expressões.
Desconfiem de toda a gente que não assume que também tira macacos do nariz.
Glória e Chá.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
06/03/2019
Gordo gato, gato gordo
Que pateia o passeio, passeando
Um miado, rugido
Que mais não é, cantando,
Protesto de quem procura,
Bem alto dizer, falando
Mas segue, miando.
Mia o pêlo,
Tratado com zelo,
Mia bigodes,
Charmoso és,
Bem sabes que podes,
Mia Pantufas,
Almofadas fofas, robustas,
Quando te chateiam
Com eles assustas,
Miados gostosos,
Bigodaça frondosa,
Figura dengosa
Furioso sindicalista do afecto,
Passivo-agressivo compincha
Passas por qualquer frincha
Vira-lata com porte imponente, selecto!
Preguiçoso ocioso
Selvagem vadio,
Mas nobre no porte
De rabo em pavio
Não te bastam as vidas
És um desgraçado com sorte
Gordo gato, gato gordo
Que pateia o passeio, passeando
Um miado, rugido
Que mais não é, cantando,
Protesto de quem procura,
Bem alto dizer, falando
Mas segue, miando.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do
Apocalipse
20/01/2020
Não me culpem por odiar as pessoas.
Responsabilizem as pessoas por tornarem possível serem odiadas.
Pensem Nisto.
Namaste
H.V.P.
05/03/2019
Dr. Homero,
Vossa Exa. passou anos a queixar-se da sua, agora ex-mulher, que era uma criatura muito aborrecida, julgo, chata para caraças.
Terá isto alguma relação com o que me chegou ontem ao conhecimento (não tive oportunidade ainda de aferir) sobre a Exma. senhora padecer neste momento de uma verdadeira praga de chatos?
06/12/2020
Sozinho no Estio
Num quarto Vazio
Espero naufragar
Em hora por marcar
Com frio e sem
fado
Um bote reparado
Não consigo passar aquele cabo
Quero ir além mais um bocado
E há tanto por fazer
E há tanto por fazer
E há tanto por fazer
E há tanto por fazer
Não quero partir sem te encontrar
Não quero partir sem te encontrar
Quero-te sentir
Diz-me por favor
quem és tu
e Onde estás?
Com o Horizonte cinzento
E perdido o Norte
Nem marés nem vento
Disputando a morte
Não permitir que a vida me dê capote
E subindo esta muralha
Eu vou tentar a minha sorte
Caminhos incertos
Encontros secretos
E há tanto por fazer
E há tanto pra recordar
EHá tanto por olvidar
Quero-te sentir
Por favor onde estás
Onde estás?
Com olhos cerrados
Camisas fechadas
Não há alma, nem fraldas
Sem toque nem beijo
São sonhos usados
E mal lembro o desejo
Não olho a copa
Mas quero jogar
Alguém que por gosto
Se deixe ficar
E há tanto por fazer
E há tanto por fazer
Onde estás, não te vejo
Oh, em promessas eu já nem creio
As Tuas formas na sombra do passeio
De outra forma nem me sinto inteiro
Só te quero tanto ter
Saciar essa fome em viver
Onde estás
E assim cá ando armado aos cucos
Perdido e só no quarto sem saber
Quero-te conhecer
Dá-te a ver por favor
Quem és tu?
E Onde estás
E assim cá ando armado aos cucos
Perdido e só no quarto sem saber
Não sei mais onde procurar
vem-me cá buscar
Dá-te a ver por favor
Quem és tu?
E Onde estás
E há tanto por fazer
E há tanto por fazer
Onde estás, não te vejo
Oh, em promessas eu já nem creio
Sonho contigo acordado
Loucos desejos cheios de pecado
Quero-te conhecer
E saltar e viver
Onde estás
E há tanto por fazer viver
Deixa-te ver
Quem és tu
Onde Estás?
E há tanto por fazer
Diz-me quem és tu
E onde estás
Diz-me quem és tu
E onde estás
Saciar essa fome em viver
Onde estás?
D.O.C
03/12/2013
As noites prolongam-se nas manhãs que esfriam.
Os dias estreitam-se no sol que esconde.
Caem folhas. O sol se abeira a sul.
Promessas de gelos molhados, ventos rasgados.
Outono chegado, promete morte, fogo purgante,
em gelo cortante.
Enfim... a fita-cola da vida.
Transferidor
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
13/10/2018
Um rasgo na rua
Bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
Avanço lentamente
Passo a passo
Pareço recuar
Cada partida uma incerteza
Em cada avanço uma derrota na certeza
Sozinho canto e grito
Bato em força na parede
Na parede que não mexe, só implacável e fria
Que em mim basta para me bastar
Sozinho canto e berro
Quando em minha frente um anjo
Sem ter asas por abrir
Mas para que voar tão alto
Se daqui não se faz sentir
No final já ao crepúsculo
Lembro o que sou e não fui
De quem é a culpa, e quem ma roubou
Para o inferno sozinho eu vou
Em mim revolta pura
Paralisante incompetência
Ai de mim se paro agora
De mim não deixo vivência
Um rasgo no meio da rua
Aqui bem alto ao luar
Não sei mais que fazer
Mas aqui não consigo ficar
D.O.C.
12/08/2012
Hoje acordei
mas não nos encontrei
que posso fazer?
não tenho mais a perder
e nem sei como..
nem porquê..
Sinto falta do teu olhar
dos teus lábios
da tua pele
do teu cabelo
do teu cheiro..
O teu sorriso..
O teu sorriso ..
O teu sorriso ilumina a alma
e tudo o que se consegue ver
e..
nada mais há que eu deseje..
E em sonhos
revejo o teu olhar..
Sim.. aquele..
que fui dos poucos que o vi chorar..
Pouco ou nada me resta..
Porquê? ..
D.O.C.
20/05/2008
Os Aforismos dos Amanhãs que cantam,
Cantam menos que as melodiosas Pastiche das noites,
Prosopopeias infelizes das existências
Aliteram aliterações aliterantes
Ratos, cisnes, paquidermes delirantes,
Metáforas caídas dos anjos,
Também os eufemismos frustrantes,
Hipérboles esmagadoras,
Que se Gradam nos estivais invernos...
Irónico...
Perífrases destas, facilmente são singularidades...
Metonímias de respirações
Encarquilhadas não deixam cão,
Sanguessuga, vilão,
Mostrar seu coração.
É(são) sinédoque(s) senhor(es):
-PORRA!
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
30/07/2018
Garotas Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
Garotas
Ah ah...
À
tardinha, encostado
Entorno
jola em todo o lado
E
sonho acordado
Garotas
Ah ah...
Sentadas
ou de pé
A
exibir, sua razão, sua fé (entra teclas)
Garotas
(Ah ah...) (entra coro)
Vivendo
em liberdade
Simpatizam
com a Homossexualidade
Garotas
(Ah ah…)
Aos
Domingos os Namorados
Para
o parque de Monsanto Agarrados
Comem
pevides e tremoços descascados
Garotas
Ah ah (vozes)
Vocês
não sabem o que são
(entra
banda)
Garotas
Ah ah…
Sonham
vir a ser modelos (Garotas Ah ah)
Também
por isso gostam de nos ver a arrancar o pêlo
Garotas
Ah ah
Gulosas
por naturalidade
(Garotas
Ah ah)
Desastrosas
para a contabilidade
Garotas
Ah ah...
As
vaidosas ao despique
(Garotas
Ah ah)
Em
repouso, com gripe...
Assim
explicam, a celulite
(Garotas
Ah ah...)
Fadistas
naturais
(Garotas
Ah ah...)
São
elas... as tais!
Que
ao amor... aspiram a mais!
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah…
Garotas
Ah ah…
Procurando
uma imagem
Encharcam-se
em maquiagem
(Garotas
Ah ah…)
Para
se exibirem a quem passa
A
cara enchem com argamassa
Garotas
Ah ah...
Joias
de Cristal
Vivem
na busca d’O Tal
(Garotas
Ah ah…)
São
uma tentação
Seres
odiosos que nos partem... o coração
(Garotas
Ah ah...)
Bonitinhas
de seus pais
Desfrutando
prazeres carnais
Garotas
Ah ah...
Mentalmente
superiores
(Garotas
Ah ah...)Desprezam os seus valores
(Garotas
Ah ah…)
Cânones
de beleza
Cabecinhas
de incerteza
(Garotas
Ah ah...)
No
passeio comentando
(Garotas
Ah ah…)
Más
linguas, criticando
instrumental
Garotas
Ah ah…
São
quem responde ao meu apelo
A
minha vida fazem num pesadelo
Garotas
Ah ah…
Refasteladas
no sofá
Dizem
pra ti: Opah! Não há!
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
Garotas
Ah ah
Vocês
não sabem o que são
Garotas
Ah ah...
-
E tu, sabes?
-
Sei
- Então diz lá!
Garotas
Ah ah
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
11/09/2008
Só há uma maneira de resolver a questão dos Terraplanistas: terraplanando-os.
H.V.P.
08/02/2020
Podes Fugir
Podes correr
Podes fugir
Não te podes esconder
Esta força a sentir
Faz-me apetecer
Quando acordo penso bem
Vivendo longe de mim
Um ser invisível
Que constrói um mundo assim
Sem nada a perder
Um dia à minha beira
Outro dia sem ti
Procuro, sinto, grito
Por quem não esqueci
E tu fazes-me bem
E eu sinto-me bem
E tu tratas-me bem
E eu faço também
D.O.C.
14/08/2012
Os vazos capilares são aqueles onde o pessoal anda agora a plantar cabelo.
”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse
05/05/2020
Casas lindas, fundações podres.
Conquistas belas, doces frustrações.
Sapatos podres, sebosos, descascados no alpendre, lembram-nos: a falta de memória é um freio na decência.
Borboletai ociosamente, cidadãos.
H.V.P.
01/12/2019
Frustração
Hoje mal sou Homem.
Hoje mal sou nada.
Eu tenho um amor.
Sim, eu tenho um amor.
Aliás, encontrei O Amor.
é arrogante,mas sim,
encontrei de facto, o Amor.
Um Amor forte,
um Amor envolvente, quente
como a cratera de um vulcão
enche-me de ar quente o coração.
Sim. Esse amor.
Forte sedento, faminto e doente
que me não permite que em mais algo pense,
de tão quente, ardente, com o qual choquei de frente.
Amor que me capturou.
Capturou no primeiro olhar,
no primeiro sorriso,
no primeiro toque,
no primeiro beijo..
Mas hoje mal sou um Homem.
E estou à beira de perder
o meu grande Amor.
Um amor, não, O Amor,
que me fez e faz feliz.
Sim, eu encontrei o Amor que me faz feliz.
Um amor com quem rio e choro,
a quem mimo e por
quem grito,
beijo e aperto,
sempre certo, que longe ou perto,
a minha energia lhe é dedicada,
em cada frase, em cada pensamento,
em cada suspiro, em cada carência,
em cada palavra.. e letra..
Sim, toda a energia
que me percorre e liga,
é oferenda a esse amor.
Ao amor.
Mas hoje mal sou um Homem.
E estou à beira de perder
o meu grande Amor.
O Amor é Doce,
O Amor faz bem,
O Amor é companheiro.
O amor é fogoso e quente,
um carinhoso delinquente,
que me dá de presente
todo o seu Ser,
encontrando-se ao meu lado,
lutando, acreditando em mim,
sem que aparente
esse cansaço evidente,
que conspira qual serpente
e que mesmo ainda sentindo,
o faz esmorecer, ainda assim.
Sim eu tenho um amor- O Amor.
Que amo, sem fim, louca e apaixonadamente.
Perdida, inconscientemente,
incondicional e doentiamente.
Hoje mal sou um Homem.
E estou à beira de perder
o meu grande Amor.
Nunca assim antes amei.
e por isso sei,
último amor este para mim será,
e apenas ele tem lugar cativo no meu coração.
De que tem ele a chave, a licença e alvará,
O próprio Amor maior é que o coração.
E se por minha infelicidade,
me for levado de arrastão,
coração, esse, irá com ele
Pois eu hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Coração não vive sem Amor.
E sem coração não vivo eu,
Tanto que a ideia só
me gela os ossos,
que implodem em
chamas de agonia
angústia inerte que me cravam o peito
adagas de prata,
que me esventram e contorcem as entranhas,
me entorpece os joelhos ,
gemendo como velhos,
e no final, já pútrido,
olhando em redor,
imagino réstia de pó,
desfigurado resquício de quem já ali viveu.
Perco a razão.
O pouco Homem ainda em mim
se faz concha oca em ruínas
que o vento e a terra ajudam a apagar e esquecer,
no fim..
Assim a ideia de viver sem o Amor,
me é tão dolorosa,
Sim eu tenho O Amor.
e por ele tenho todo o meu Amor.
Porém não basta.
E a culpa é minha.
O meu amor não chega,
Doente, me sinto,
impotente;
frente ao medo, fel, maldito,
traiçoeiro e assassino,
coveiro.
Chagas em azeite fervido,
é o que sinto uma vez lido,
agonia e arder sentido
Pelas palavras do meu Amor,
"preso dentro de si,
onde tudo lhe dói e tudo é escuro".
Hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Frustração.
Raiva e revolta.
Desespero, fadiga,
auto-comiseração,
cobardia,
inutilidade impotente.
Anarquia emocional,
roleta russa de sensações e humores.
Assim observo
um futuro cada vez
mais distante
que temo eu que seja inexistente
sem forças ou mais recursos,
que me permitam acreditar.
Sim, eu tenho um Amor.
E para meu desespero,
tudo isto o atinge.
Revolta, frustração.
Não, o meu Amor nada disto merece
faço do meu grito , meu choro,
minha prece,
pelo meu Amor.
Hoje mal sou um Homem.
Hoje mal sou alguém.
E o meu Amor merece um Homem,
Um futuro.
Merece esperança.
Mas hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
As lágrimas
que ensopam este texto
E esfarelam estas folhas,
não redimem, nem corrigem
o mal que faço ao meu Amor.
O tremor da lapiseira
não me absolve nem resolve,
a dor do meu Amor.
Hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Em todo este turbilhão,
vacilei,
Com o meu Amor.
Devia ter comprado luzes,
barreiras, parquímetros,
cancelas, colado cartazes,
gritar ao mundo, na rua,
bem fundo, que aquele lugar,
no meu coração é único,
está reservado e é vitalício,
do Meu Amor.
E ainda assim,
Só ao Meu Amor
mo faltaria provar.
E não o posso censurar.
Hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
O meu amor ralha-me.
O Meu amor grita-me.
O Meu amor chora, implora,
abraça e beija-me.
O meu Amor desespera
ao ver-me assim.
E eu ralho de volta ao meu amor.
E eu grito de volta.
E pior,
Grito por duas razões,
grito de discordâncias.
sagaz, picante e arguto arrufo,
feroz, fiel, frontal e duro,
como devem ser aliás,
os de todos os Amantes rubros;
Mas pior, doloroso e fatal grito
grito por concordar com o meu Amor.
São-me gritadas verdades,
verdades que não gosto de ouvir.
Escuto verdades que,
durante anos não quis ver.
Observo verdades que
durante anos não quis ouvir.
E revolto-me -
Não com o meu Amor -
comigo!
Por tal estupidez,
tacanha e ingénuo,
lógica primária,
bonacheirão imberbe e ignorante.
Quando grito ao meu Amor,
Grito para mim.
Quando insulto, insulto-me a mim.
Digo ao meu amor, gritando,
aquilo que de mais desprezível e terrível,
sei que tenho em mim.
E não me orgulho.
Fico doente, parto tudo.
Apago.
Horrorizado com tão vil pecado.
Proferi insultos que me eram destinados,
ofendendo o meu Amor, estando sempre ele do meu lado.
E choro.
Como me converti em tão hediondo diabo?
O meu Amor ajudou-me a olhar o meu passado.
O meu Amor fez-me olhar para mim.
E não gostei do que vi.
Observei um espectro de mim outrora,
hipnotizado, olhando um passado,
ora focado, ora desfocado.
E por isso hoje mal sou um Homem.
E hoje estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Passado, assumido,
nada esquecido, ferido, saudoso
tristeza tenho,
que a falta de remorsos.
de felicidade tonta e despreocupada,
que não existiu,
descomprometido com a vida e um distante futuro
me torne tão difícil de esquecer,
de querer viver melhor o presente
para me tornar uma pessoa melhor.
Saudades do que nunca fui,
impedem-me hoje de Ser.
Sou hoje
pior pessoa que outrora.
Hoje mal sou um Homem.
E estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Reflectindo,
Sim.
Com medo de um futuro,
inexistente,
procuro no passado,
passado,
um conforto que nunca tive,
de memórias felizes que nunca tive.
Mentiras.
Procuro conforto,
no passado,
pessoas do passado,
que apenas por o aparentarem,
mantenho a ilusão de que ainda hoje o são.
Desperdiço o presente
em nome de um passado que mal existiu,
e cujo presente já não existe de todo.
Tornei-me um servente.
Um tonto, crédulo.
Ao serviço de todos os que,
dentro das minhas limitações
consigo servir.
Só durante.
Um afago no ego,
sem graça, significado
ou valor.
Não dei conta.
No velho hábito, por hábito,
Servi o hábito,
sem servir o meu Amor.
E o meu Amor está triste.
O meu Amor está sentido.
O meu Amor tem razão.
Estou a afundar-me.
E tenho arrastado o meu amor comigo.
O Meu amor não merece.
Hoje mal sou um Homem.
Hoje mal sou nada.
E hoje estou à beira
de perder o meu grande Amor.
Só que hoje,
nem hoje, nem nunca!
Pretendo deixar fugir o meu Amor!
Devo assumir, reconhecer e aceitar
Este sentimento, esta dor e remorso,
Só assim, me posso punir,
Com a esperança de poder corrigir
Um dia a pessoa que tenho sido,
Longe do que precisas, queres e mereces,
Para te poder provar então que é
Amor verdadeiro, aquele que te tenho
D.O.C.
03/12/2014