segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Porquê?

Hoje acordei

mas não nos encontrei

que posso fazer?

não tenho mais a perder

e nem sei como..

nem porquê..


Sinto falta do teu olhar

dos teus lábios

da tua pele

do teu cabelo

do teu cheiro..

O teu sorriso..


O teu sorriso ..

O teu sorriso ilumina a alma

e tudo o que se consegue ver

e..

nada mais há que eu deseje..


E em sonhos

revejo o teu olhar..

Sim.. aquele..

que fui dos poucos que o vi chorar..


Pouco ou nada me resta..

Porquê? ..


D.O.C.

20/05/2008


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Aforismos

 Os Aforismos dos Amanhãs que cantam, 

Cantam menos que as melodiosas Pastiche das noites, 

Prosopopeias infelizes das existências

Aliteram aliterações aliterantes

Ratos, cisnes, paquidermes delirantes, 

Metáforas caídas dos anjos, 

Também os eufemismos frustrantes, 

Hipérboles esmagadoras,

Que se Gradam nos estivais invernos...

Irónico... 

Perífrases destas, facilmente são singularidades... 

Metonímias de respirações

Encarquilhadas não deixam cão, 

Sanguessuga, vilão, 

Mostrar seu coração.

É(são) sinédoque(s) senhor(es):

-PORRA! 

Pensem nisto. 

Namastê.


Homero de Vaz Pessoa

30/07/2018


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Garotas Ah Ah

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

 

Garotas Ah ah...

À tardinha, encostado

Entorno jola em todo o lado

E sonho acordado

 

Garotas Ah ah...       

Sentadas ou de pé

A exibir, sua razão, sua fé (entra teclas)

 

Garotas (Ah ah...) (entra coro)

Vivendo em liberdade

Simpatizam com a Homossexualidade

 

Garotas (Ah ah…)

Aos Domingos os Namorados

Para o parque de Monsanto Agarrados

Comem pevides e tremoços descascados

 

Garotas Ah ah (vozes)

Vocês não sabem o que são

 

(entra banda)

 

Garotas Ah ah…

Sonham vir a ser modelos (Garotas Ah ah)

Também por isso gostam de nos ver a arrancar o pêlo

 

Garotas Ah ah

Gulosas por naturalidade

(Garotas Ah ah)

Desastrosas para a contabilidade

 

Garotas Ah ah...

As vaidosas ao despique

(Garotas Ah ah)

Em repouso, com gripe...

Assim explicam, a celulite

 

(Garotas Ah ah...)

Fadistas naturais

(Garotas Ah ah...)

São elas... as tais!

Que ao amor... aspiram a mais!

 

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah…


Garotas Ah ah…

Procurando uma imagem

Encharcam-se em maquiagem

 

(Garotas Ah ah…)

Para se exibirem a quem passa

A cara enchem com argamassa

 

Garotas Ah ah...

Joias de Cristal

Vivem na busca d’O Tal

 

(Garotas Ah ah…)

São uma tentação

Seres odiosos que nos partem... o coração

 

(Garotas Ah ah...)

Bonitinhas de seus pais

Desfrutando prazeres carnais

 

Garotas Ah ah...

Mentalmente superiores

(Garotas Ah ah...)Desprezam os seus valores

 

(Garotas Ah ah…)

Cânones de beleza

Cabecinhas de incerteza

 

(Garotas Ah ah...)

No passeio comentando

(Garotas Ah ah…)

Más linguas, criticando

 

instrumental

 

Garotas Ah ah…

São quem responde ao meu apelo

A minha vida fazem num pesadelo

 

Garotas Ah ah…

Refasteladas no sofá

Dizem pra ti: Opah! Não há!

 

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

Garotas Ah ah

Vocês não sabem o que são

Garotas Ah ah...

 

- E tu, sabes?

- Sei

- Então diz lá!


Garotas Ah ah


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

11/09/2008


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Terraplanistas

 Só há uma maneira de resolver a questão dos Terraplanistas: terraplanando-os.


H.V.P.

08/02/2020

domingo, 22 de novembro de 2020

A Fuga em Ti

 Podes Fugir 

Podes correr 

Podes fugir 

Não te podes esconder 

Esta força a sentir 

Faz-me apetecer 


Quando acordo penso bem 

Vivendo longe de mim 

Um ser invisível 

Que constrói um mundo assim 

Sem nada a perder 


Um dia à minha beira 

Outro dia sem ti 

Procuro, sinto, grito 

Por quem não esqueci 


E tu fazes-me bem 

E eu sinto-me bem 

E tu tratas-me bem 

E eu faço também 



 

D.O.C.

14/08/2012


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Cabelo

 Os vazos capilares são aqueles onde o pessoal anda agora a plantar cabelo.


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

05/05/2020

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Fundações

 Casas lindas, fundações podres. 

Conquistas belas, doces frustrações.

Sapatos podres, sebosos, descascados no alpendre, lembram-nos: a falta de memória é um freio na decência. 

Borboletai ociosamente, cidadãos.



H.V.P.

01/12/2019

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Hoje Mal Sou Homem.

Frustração


Hoje mal sou Homem.

Hoje mal sou nada.


Eu tenho um amor.

Sim, eu tenho um amor.

Aliás, encontrei O Amor.

é arrogante,mas sim,

encontrei de facto, o Amor.

 

Um Amor forte,

um Amor envolvente, quente

como a cratera de um vulcão

enche-me de ar quente o coração.

Sim. Esse amor.

Forte sedento, faminto e doente

que me não permite que em mais algo pense,

de tão quente, ardente, com o qual choquei de frente.

Amor que me capturou.

 

Capturou no primeiro olhar,

no primeiro sorriso,

no primeiro toque,

 no primeiro beijo..

 

Mas hoje mal sou um Homem.

E estou à beira de perder

o meu grande Amor.

 

Um amor, não, O Amor,

que me fez e faz feliz.

Sim, eu encontrei o Amor que me faz feliz.

Um amor com quem rio e choro,

 a quem mimo e por quem grito,

beijo e aperto,

sempre certo, que longe ou perto,

a minha energia lhe é dedicada,

em cada frase, em cada pensamento,

em cada suspiro, em cada carência,

em cada palavra.. e letra..

 

Sim, toda a energia

que me percorre e liga,

é oferenda a esse amor.

Ao amor.

 

Mas hoje mal sou um Homem.

E estou à beira de perder

o meu grande Amor.

 

O Amor é Doce,

O Amor faz bem,

O Amor é companheiro.

O amor é fogoso e quente,

um carinhoso delinquente,

que me dá de presente

todo o seu Ser,

encontrando-se ao meu lado,

lutando, acreditando em mim,

sem que aparente

esse cansaço evidente,

que conspira qual serpente

e que mesmo ainda sentindo,

o faz esmorecer, ainda assim.

 

Sim eu tenho um amor- O Amor.

Que amo, sem fim, louca e apaixonadamente.

Perdida, inconscientemente,

incondicional e doentiamente.

 

Hoje mal sou um Homem.

E estou à beira de perder

o meu grande Amor.

 

Nunca assim antes amei.

e por isso sei,

último amor este para mim será,

e apenas ele tem lugar cativo no meu coração.

De que tem ele a chave, a licença e alvará,

O próprio Amor maior é  que o coração.

E se por minha infelicidade,

me for levado de arrastão,

coração, esse, irá com ele

 

Pois eu hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Coração não vive sem Amor.

E sem coração não vivo eu,

Tanto que a ideia só

me gela os ossos,

que  implodem em chamas de agonia

angústia inerte que me cravam o peito

adagas de prata,

que me esventram e contorcem as entranhas,

me entorpece os joelhos ,

gemendo como velhos,

e no final, já pútrido,

olhando em redor,

imagino réstia de pó,

desfigurado resquício de quem já ali viveu.

 

Perco a razão.

O pouco Homem ainda em mim

se faz concha oca em ruínas

que o vento e a terra ajudam a apagar e esquecer,

no fim..

 

Assim a ideia de viver sem o Amor,

me é tão dolorosa,

 

Sim eu tenho O Amor.

e por ele tenho todo o meu Amor.

Porém não basta.

E a culpa é minha.

 

O meu amor não chega,

Doente, me sinto,  impotente;

frente ao medo, fel, maldito,

traiçoeiro e assassino,

coveiro.

 

Chagas em azeite fervido,

é o que sinto uma vez lido,

agonia e arder sentido

Pelas palavras do meu Amor,

"preso dentro de si,

onde tudo lhe dói e tudo é escuro".

 

Hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Frustração.

Raiva e revolta.

Desespero, fadiga,

auto-comiseração,

cobardia,

inutilidade impotente.

Anarquia emocional,

roleta russa de sensações e humores.

 

Assim observo

 um futuro cada vez mais distante

que temo eu que seja inexistente

sem forças ou mais recursos,

que me permitam acreditar.

 

Sim, eu tenho um Amor.

E para meu desespero,

tudo isto o atinge.

Revolta, frustração.

 

Não, o meu Amor nada disto merece

faço do meu grito , meu choro,

minha prece,

pelo meu Amor.

 

Hoje mal sou um Homem.

Hoje mal sou alguém.

E o meu Amor merece um Homem,

Um futuro.

Merece esperança.

 

Mas hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

As lágrimas

que ensopam este texto

E esfarelam estas folhas,

não redimem, nem corrigem

o mal que faço ao meu Amor.

O tremor da lapiseira

não me absolve nem resolve,

a dor do meu Amor.

 

Hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Em todo este turbilhão,

vacilei,

Com o meu Amor.

Devia ter comprado luzes,

barreiras, parquímetros,

cancelas, colado cartazes,

gritar ao mundo, na rua,

bem fundo, que aquele lugar,

no meu coração é único,

está reservado e é vitalício,

do Meu Amor.

E ainda assim,

Só ao Meu Amor

mo faltaria provar.

E não o posso censurar.

 

Hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

O meu amor ralha-me.

O Meu amor grita-me.

O Meu amor chora, implora,

abraça e beija-me.

O meu Amor desespera

ao ver-me assim.

 

E eu ralho de volta ao meu amor.

E eu grito de volta.

E pior,

Grito por duas razões,

grito de discordâncias.

sagaz, picante e arguto arrufo,

feroz, fiel, frontal e duro,

como devem ser aliás,

os de todos os Amantes rubros;

Mas pior, doloroso e fatal grito

grito por concordar com o meu Amor.

 

São-me gritadas verdades,

verdades que não gosto de ouvir.

Escuto verdades que,

durante anos não quis ver.

Observo verdades que

durante anos não quis ouvir.

 

E revolto-me -

Não com o meu Amor -

comigo!

Por  tal estupidez,

tacanha e ingénuo,

lógica primária,

bonacheirão imberbe e ignorante.

 

Quando grito ao meu Amor,

Grito para mim.

Quando insulto, insulto-me a mim.

Digo ao meu amor, gritando,

aquilo que de mais desprezível e terrível,

sei que tenho em mim.

E não me orgulho.

Fico doente, parto tudo.

Apago.

Horrorizado com tão vil pecado.

Proferi insultos que me eram destinados,

ofendendo o meu Amor, estando sempre ele do meu lado.

 

E choro.

Como me converti em tão hediondo diabo?

 

O meu Amor ajudou-me a olhar o meu passado.

O meu Amor fez-me olhar para mim.

E não gostei do que vi.

Observei um espectro de mim outrora,

hipnotizado, olhando um passado,

ora focado, ora desfocado.

 

E por isso hoje mal sou um Homem.

E hoje estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Passado, assumido,

nada esquecido, ferido, saudoso

tristeza tenho,

que a falta de remorsos.

de felicidade tonta e despreocupada,

que não existiu,

descomprometido com a vida e um distante futuro

me torne tão difícil de esquecer,

de querer viver melhor o presente

para me tornar uma pessoa melhor.

 

Saudades do que nunca fui,

impedem-me hoje de Ser.

 

Sou hoje

pior pessoa que outrora.

 

Hoje mal sou um Homem.

E estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Reflectindo,

Sim.

Com medo de um futuro,

inexistente,

procuro no passado,

passado,

um conforto que nunca tive,

de memórias felizes que nunca tive.

Mentiras.

 

Procuro conforto,

no passado,

pessoas do passado,

que apenas por o aparentarem,

mantenho a ilusão de que ainda hoje o são.

 

Desperdiço o presente

em nome de um passado que mal existiu,

e cujo presente já não existe de todo.

 

Tornei-me um servente.

Um tonto, crédulo.

Ao serviço de todos os que,

dentro das minhas limitações

consigo servir.

Só durante.

Um afago no ego,

sem graça, significado

ou valor.

 

Não dei conta.

No velho hábito, por hábito,

Servi o hábito,

sem servir o meu Amor.

E o meu Amor está triste.

O meu Amor está sentido.

O meu Amor tem razão.

 

Estou a afundar-me.

E tenho arrastado o meu amor comigo.

 

O Meu amor não merece.

 

Hoje mal sou um Homem.

Hoje mal sou nada.

E hoje estou à beira

de perder o meu grande Amor.

 

Só que hoje,

nem hoje, nem nunca!

Pretendo deixar fugir o meu Amor!

 

Devo assumir, reconhecer e aceitar

Este sentimento, esta dor e remorso,

Só assim, me posso punir,

Com a esperança de poder corrigir

Um dia a pessoa que tenho sido,

Longe do que precisas, queres e mereces,

Para te poder provar então que é

Amor verdadeiro, aquele que te tenho

 

D.O.C.

03/12/2014

domingo, 15 de novembro de 2020

Sentimentos como Pipocas

 Os sentimentos são parvos como as pipocas. 

Até podem saltar. Más há sempre um(a) filho(a) da puta que os come, enquanto olha distraído(a) para um ecrã. 


”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

24/07/2018

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Coração Partido é Estúpido

Ao meu amigo, primo e colega Diniz Oliveira Campos:

 

“Esse coração aí no chão, sentado, esquecido, sujo e puído, foi um dia já”,-  e o é ainda, “vigoroso, músculo activo, forte pulsante, marcante, apaixonante, apaixonado.”

Sim, esse “coração aí sentado hoje, desprezado e amarrotado, invisível instável, pálido e chato, amargurado e perdido. “

“Não vê, não fala, não quer, não mais sente.” Mentira – não mais quer sentir.

Forte demais para resistir. Tem juízo.

Procuras agora fazer desse destroço uma pedra?

O teu lirismo adolescente já começa a ir longe demais.  

Hoje acreditas que nada mais sentes que não dor. Há muito que sentes que te falta um par. Há muito, entendamos nós, restantes mortais, que como tudo, é relativo, e se nada mais há de relativo que o tempo para cada um de nós, a mesma pessoa que é tão relaxada me relação a cumprir horários, porque sempre: “-temos tempo!...”- nunca tempo há suficiente que te permita desfrutar de qualquer um nos teus amores da vez.

Ora, não posso eu em consciência deixar de te fazer notar que, ao contrário do que “o teu coração te ordena” (palavras tuas, jamais utilizaria termos tão pirosos), não só um dia não é tempo que baste para recuperar de uma assolapada paixão, como uma semana não é, de todo, imenso tempo para que te martirizes por estares privado do regaço e prazeres da companhia feminina.

 

Acredita, como bem sabes, além de ter consideravelmente mais experiência de vida que tu, tenho também a experiência do meu casamento falhado – não só não merece a pena deixares que desgostos amorosos te consumam, como especialmente tu, que amanhã já amarás para a vida outra criatura que te permita salivar sob os seus tenros contornos, é ainda mais absurdo que te deixes levar por tão exagerados prantos e angústias.

 

Tantas lágrimas que gastas, por muito que abuses das figuras de estilo, adjectivando-as de “(…) rubras fendas, enlutadas e enegrecidas por negligências, desprezo e solidão (…)” privam-te em grande parte de poderes canalizar as tuas forças para a produção da tua arte, aquilo que, em última análise, te sustenta. Não posso deixar de te fazer notar que, de forma objectiva, é uma contradição dos valores que dizes que defendes – quereres viver exclusivamente da tua arte.

 

Essa “Carência intimidante” é inoportuna, em especial se considerar que acabas por nos incomodar a todo com as tuas marés melodramáticas. Já ninguém tem paciência para te aturar, e só mais ninguém to diz porque todos os outros estão a tentar aproveitar esta época sacro-festiva para expiar os seus pecados e comprar um lugar no céu.

 

Apesar de discordar em muito da tua abordagem, recordo que até já conseguiste reconhecimento e louvores fervorosos da crítica e de alguns admiradores. Ainda que eu defenda que isso te é permitido apenas pela baixa educação do nosso país, não deixas de ter uma responsabilidade para com o eu público e, em fundamental, continuar a trabalhar e a produzir valor, até porque te recordo que todos nós assumimos um compromisso de trabalhar e cooperar no desenvolvimento da nossa actividade. Se racionalizarmos a produção dos nossos conteúdos com a lógica empresarial contemporânea, compreenderás que não é admissível nem sustentável que esta situação se mantenha por muito tempo.

 

Insisto por isso que não alimentes da tua histeria emocional, pois crê no que te digo, é do teu da psique que vem o material para o teu trabalho, não do “coração” que, não obstante eu reconhecer todo mérito do teu lirismo, estou convencido de que tens consciência de que é apenas um músculo que nada tem a ver com essas tuas tontas e bacocas emoções.

 

 Coração partido é estúpido.

Toma juízo puto.


Ps: preciso que me emprestes o microfone para a terça-feira que vem.

 

Saudações Cordiais

Homero de Vaz Pessoa

21/12/2019

segunda-feira, 9 de novembro de 2020