terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cinzas e Nada

Vão vestígio adiado de pó, cinza, terra e nada.


Após existência nada fica.

Durante, nada. Imutável, imovível, inútil. Vão. Pedaço de desespero sufocante, amargo de boca asfixiante, na tentativa inútil de algo conseguir. Sempre em vão.


Algo por ser, sem vir a ser.

Algo por tomar forma sem passar de mero esboço de lama. Nada a não ser mais um peixe no mar por ser pescado de arrastão para acabar no prato de um desconhecido qualquer que me esventrará a seu bel prazer ao lado de uma salada murcha e umas batatas desfeitas. 


Nada.


Pó, cinza, terra e nada. 


DOC

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