sexta-feira, 30 de abril de 2021

Falangeta Palpitona

 As palpitações espásmicas nas falangetas, não são menos dolorosas que as estantes tombadas nas jantes das existências. 

Não esqueço: "-Deus escreve respeito pela linha das portas". 

Caipiras. 

Pensem nisto. 

Namastê.


Homero de Vaz Pessoa 

28/11/2018


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Pestanas e Palpitações

Ah! Sabes?

Se teve o pecado pestanas

Foram ofegâncias provas partidas

Para mim, já hoje,

Soam distorcidas:

Trovas antigas!

 

Matéria de sonhos,

Essência de ilusões,

Danos fortes,

Espasmos, palpitações

 

Foi pecado,

Foi paixão

Fogo esse,

Também é rebelião

Hoje me insurjo

Contra esse teu monstro

Esse teu cheiro, hoje sujo intruso

Fel malsinoso, traficante de ilusão

 

Sim, corri já eu,

No meu quarto, por ti,

Muitas maratonas,

Também por muitas fés

E fracas personas.

 

Se permiti eu,

Que o sangue fervesse,

Dos olhos escorresse e enlouquecesse,

Hoje já, parti de novo soberano,

Disposto a conquistar qualquer novo coração,

Não o teu, Tirano!


Sim…

As pestanas assaltam inda,

Os escuros ecos da memória fugaz

Tóxicos como nem antrax,

Sombreando já negro semblante

Mas não mais hoje to permito

Mais, hoje te não desejo

De ti hoje, minha alma se blinda

 

D.O.C.

18/12/2019

quarta-feira, 28 de abril de 2021

O Pecado tem Pestanas

 Se o pecado tem pestanas

Não exclui isso, a vontade

Correr e sentir, correndo

O sangue fervendo, fazendo

Expiando saudade,

Nas brasas da carne,

De quem pela culpa se deixa cair

Pelo desejo abraçar

E nas volúpias partir

 

Aromas esquecidos

Suaves curvas,

Gulosos sabores,

Melosos lábios,

Mil licores,

Olhos nervosos,

Sempre sábios,

Toques sedosos

Espasmo trigoso

Afago brioso

 

Ah… sim…

O Pecado tem pestanas!!

Quem diria! Tu?!

Os sorrisos melodramáticos

Vívidos, mas distantes,

Cândidos, simpáticos!

Coração infante,

Presença no porte,

Ausência no tom,

Amesquinhas o meu ego, tratante,

Doce na voz,

Amarga no trato,

Vive adiante

Desprezando a sorte

 

Degustei eu, agora

Toque escaldante,

Arrepio quente,

Fizeste-me amante

Diabo caído, partido

Não mais gente.

 

Chegaste chegando,

Perto, perto e mais perto,

Sonhos travessos,

Sentidos avessos

Ainda mais perto,

Entrelaçadas as matérias

Pirobólogo êxtase

Eléctricos choques,

Fluídos contágios,

Disforme aparato

Tudo tão perto

Bulício errante

Júbilo completo

 

Prova essa, cruel,

Castigo, Fel,

Partiste, fugiste,

Intangível ficaste,

Tágide vil,

Secaste-me a boca,

Inundaste-me o peito

Meu âmago dócil

E meu ego grácil

Estoiraste-os a todos

Sua puta senil!

 

 

D.O.C.

17/12/2019

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Cubos de Rubik

 Cabeças florindo em cubos de rubik. São lembranças de futuros inertes. Atenção às portas, a canção.


Homero de Vaz Pessoa

15/10/2019

sábado, 24 de abril de 2021

Saída de Emergência

Inocência Pura

Sala escura

Um grito no ar

Procuro a saída

O aterro da vida

Onde eu não me posso deixar

 

Andando em volta

Lentamente

Começo a sufocar

Sozinho desespero

À espera de me salvar

 

E a porta é ali

E a luz vem dali

 

Toda a vida esta espera

De ganhar, aprender a crescer

Tentativas vãs e fúteis

Sem as quais não consigo viver

 

E a saída é ali

E a luz vem daqui

 

Na vastidão do tempo

Da imensidão do nada

Sinto em mim um desespero

Carência de alvorada

 

ALVORADA!!!

 

E do vazio da existência

Arranho um grito

que mais ninguém quer ouvir

Mas um dia faço a mala

Sigo em frente sem me despedir

E ao passar daquela porta

Não sei bem o que sentir

 

Inocência Pura

Sala escura

Um grito no ar

Procuro a saída

O aterro da vida

Em que nao me posso deixar

 

E a porta é ali

E a luz vem dali

E a saída é ali

E a luz vem daqui!

 

D.O.C.

03/03/2012

terça-feira, 20 de abril de 2021

Canto às Abelhas

 Canto às abelhas,

Paixões que não tive,

Declamo às baratas,

As frustrações vividas, 

Às moscas grito, 

Tristezas sofridas, 

Mas às melgas,

Queixo das despesas já tidas, 

Ambições essas, 

Segredo-as às formigas,

Laboriosas camaradas, 

Cegas, fortes, eficazes,

De algo bem maior que Elsas, 

São capazes,

Os desgostos esses, 

Recito-os às Cigarras, 

Enquanto as fumo

Em néons de plasma, 

Electromagnéticos, pululantes,

Espectros existenciais,

Vozes celestiais. 

Penso:

"-Mas se falo com bichos, 

Quem a sério me levará?"

Peço uma empreitada, 

De auto-conhecimento, 

Mas estou embargado, 

Sem alvará...

Pior é, que os bichos

Esses, me respondem sabiamente:

"-Vive, existe, sente alegremente,

Não precisamos da resposta às perguntas:

-"E se...?" e "Porquê?" "

Assim concluo...

Talvez se tenha abusado do LSD. 

Pensem nisto. 

Namastê.


Homero de Vaz Pessoa

01/08/2018