As palpitações espásmicas nas falangetas, não são menos dolorosas que as estantes tombadas nas jantes das existências.
Não esqueço: "-Deus escreve respeito pela linha das portas".
Caipiras.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
28/11/2018
Faces, fantasmas, frontispícios, pessoas, fuças, esqueletos, semblantes, sombras, efígies, máscaras, letras, aspectos, expressões.
As palpitações espásmicas nas falangetas, não são menos dolorosas que as estantes tombadas nas jantes das existências.
Não esqueço: "-Deus escreve respeito pela linha das portas".
Caipiras.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
28/11/2018
Ah! Sabes?
Se teve o pecado pestanas
Foram ofegâncias provas partidas
Para mim, já hoje,
Soam distorcidas:
Trovas antigas!
Matéria de sonhos,
Essência de ilusões,
Danos fortes,
Espasmos, palpitações
Foi pecado,
Foi paixão
Fogo esse,
Também é rebelião
Hoje me insurjo
Contra esse teu monstro
Esse teu cheiro, hoje sujo intruso
Fel malsinoso, traficante de ilusão
Sim, corri já eu,
No meu quarto, por ti,
Muitas maratonas,
Também por muitas fés
E fracas personas.
Se permiti eu,
Que o sangue fervesse,
Dos olhos escorresse e enlouquecesse,
Hoje já, parti de novo soberano,
Disposto a conquistar qualquer novo coração,
Não o teu, Tirano!
Sim…
As pestanas assaltam inda,
Os escuros ecos da memória fugaz
Tóxicos como nem antrax,
Sombreando já negro semblante
Mas não mais hoje to permito
Mais, hoje te não desejo
De ti hoje, minha alma se blinda
D.O.C.
18/12/2019
Se o pecado tem pestanas
Não exclui isso, a vontade
Correr e sentir, correndo
O sangue fervendo, fazendo
Expiando saudade,
Nas brasas da carne,
De quem pela culpa se deixa cair
Pelo desejo abraçar
E nas volúpias partir
Aromas esquecidos
Suaves curvas,
Gulosos sabores,
Melosos lábios,
Mil licores,
Olhos nervosos,
Sempre sábios,
Toques sedosos
Espasmo trigoso
Afago brioso
Ah… sim…
O Pecado tem pestanas!!
Quem diria! Tu?!
Os sorrisos melodramáticos
Vívidos, mas distantes,
Cândidos, simpáticos!
Coração infante,
Presença no porte,
Ausência no tom,
Amesquinhas o meu ego, tratante,
Doce na voz,
Amarga no trato,
Vive adiante
Desprezando a sorte
Degustei eu, agora
Toque escaldante,
Arrepio quente,
Fizeste-me amante
Diabo caído, partido
Não mais gente.
Chegaste chegando,
Perto, perto e mais perto,
Sonhos travessos,
Sentidos avessos
Ainda mais perto,
Entrelaçadas as matérias
Pirobólogo êxtase
Eléctricos choques,
Fluídos contágios,
Disforme aparato
Tudo tão perto
Bulício errante
Júbilo completo
Prova essa, cruel,
Castigo, Fel,
Partiste, fugiste,
Intangível ficaste,
Tágide vil,
Secaste-me a boca,
Inundaste-me o peito
Meu âmago dócil
E meu ego grácil
Estoiraste-os a todos
Sua puta senil!
D.O.C.
17/12/2019
Cabeças florindo em cubos de rubik. São lembranças de futuros inertes. Atenção às portas, a canção.
Homero de Vaz Pessoa
15/10/2019
Inocência Pura
Sala escura
Um grito no ar
Procuro a saída
O aterro da vida
Onde eu não me posso deixar
Andando em volta
Lentamente
Começo a sufocar
Sozinho desespero
À espera de me salvar
E a porta é ali
E a luz vem dali
Toda a vida esta espera
De ganhar, aprender a crescer
Tentativas vãs e fúteis
Sem as quais não consigo viver
E a saída é ali
E a luz vem daqui
Na vastidão do tempo
Da imensidão do nada
Sinto em mim um desespero
Carência de alvorada
ALVORADA!!!
E do vazio da existência
Arranho um grito
que mais ninguém quer ouvir
Mas um dia faço a mala
Sigo em frente sem me despedir
E ao passar daquela porta
Não sei bem o que sentir
Inocência Pura
Sala escura
Um grito no ar
Procuro a saída
O aterro da vida
Em que nao me posso deixar
E a porta é ali
E a luz vem dali
E a saída é ali
E a luz vem daqui!
D.O.C.
03/03/2012
Canto às abelhas,
Paixões que não tive,
Declamo às baratas,
As frustrações vividas,
Às moscas grito,
Tristezas sofridas,
Mas às melgas,
Queixo das despesas já tidas,
Ambições essas,
Segredo-as às formigas,
Laboriosas camaradas,
Cegas, fortes, eficazes,
De algo bem maior que Elsas,
São capazes,
Os desgostos esses,
Recito-os às Cigarras,
Enquanto as fumo
Em néons de plasma,
Electromagnéticos, pululantes,
Espectros existenciais,
Vozes celestiais.
Penso:
"-Mas se falo com bichos,
Quem a sério me levará?"
Peço uma empreitada,
De auto-conhecimento,
Mas estou embargado,
Sem alvará...
Pior é, que os bichos
Esses, me respondem sabiamente:
"-Vive, existe, sente alegremente,
Não precisamos da resposta às perguntas:
-"E se...?" e "Porquê?" "
Assim concluo...
Talvez se tenha abusado do LSD.
Pensem nisto.
Namastê.
Homero de Vaz Pessoa
01/08/2018