domingo, 2 de novembro de 2025

Manifesto pela Paz!!

 Não à guerra e aos conflitos. Não aos autocratas, tiranos e ditadores. Não à destruição das sociedades democráticas e à opressão dos mais vulneráveis, que são sempre os mesmos que sofrem às mãos dos mais fortes, com mais dinheiro e poder!


Não a uma sociedade autodestrutiva e ao planeta que habita.


Por uma sociedade mais igualitária, com igualdade de oportunidades para todos.


Por uma sociedade com valores humanos, respeito pela vida humana, uma sociedade empática e solidária.


Por uma sociedade global que se vê como uma unidade indivisível, independentemente do credo, da política ou da religião!


Por todos os seres humanos.


Paz.

domingo, 18 de maio de 2025

A Bandeira Comunista

Filhos da puta! Não passarão, nem que tenha que me aliar a brigadas anti-fascistas!!! 


Só posso lembrar o texto do nosso querido e demasiado tempo partido, Ary dos Santos: 


A bandeira comunista

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Cansado



Vão vestígio adiado de pó, cinza, terra e nada.


Após existência nada fica.

Durante, nada. Imutável, imovível, inútil. Vão. Pedaço de desespero sufocante, amargo de boca asfixiante, na tentativa inútil de algo conseguir. Sempre em vão.


Algo por ser, sem vir a ser.

Algo por tomar forma sem passar de mero esboço de lama. Nada a não ser mais um peixe no mar por ser pescado de arrastão para acabar no prato de um desconhecido qualquer que me esventrará a seu bel prazer ao lado de uma salada murcha e umas batatas desfeitas. 


Nada.


Pó, cinza, terra e nada.

DOC

terça-feira, 13 de maio de 2025

Inexistência miserável

Pedaços de lixo entre-cortados de coisa nenhuma, inexistência miserável,  inefável e desprezível. Pedaço de nada com outro pedaço de coisa nenhuma, antecipam o que um dia não será mais que pó, cinza, terra e nada, sem vestígios de uma inexistência passiva que em nada contribuiu para que a terra gire ou deixe de girar. Minha herança na existência mais não é que um buraco vazio que mais não é que incómodo ou não tarda a ser tapado, ignorado e esquecido para ser pisado pelo seguinte.
É esta a minha sina?
Nada me indica o contrário! Desaparecesse definitivamente agora ninguém sentiria falta e pouco tempo passaria até ser totalmente esquecido. Minha existência sempre foi assim: não deixar de lembrar para que nunca seja esquecido.

É triste. Lamentável. 
Solitário. Desprezível.
Pó de estrela morta com forma vagamente viva que não tardará a voltar ao caos atómico e entropia universal. 

E isso entristece-me. Não há marca positiva que possa deixar. Não há trabalho bem feito que consiga fazer. Tudo é superficial e sem sentido. Quando dizem que tudo tem seu valor é porque ns verdade nada tem valor. E isso deprime. Além da vida. Além da existência. 

sábado, 19 de abril de 2025

Pinturas Endiabradas

Com o pincel em punho e a alma à solta,
O artista sorri, a criação o exalta.
“Hoje pinta o sol!” ele grita na bruma,
Mas a tela em branco, oh, como se esfuma!
(Mesmo fumo do tabaco, fosse espuma ou bengala!)

Cores dançam vivas numa valsa encantada,
Escondendo nas sombras a vida cansada.
Que geme imperiosa, sagrada, uma linda toada!
“Que importa?” diz ele, “a ilusão é o meu bem,
Sou maestro do riso, sou canto também!”
Sou canto e encanto, tudo isso é meu ser, 
Felicidade a minha, observar sem ver, 
Todos esses seres infelizes que precisam de olhos para ver
Enquanto eu, apenas fecho os olhos para viver!

Num café barulhento, um amigo a sorrir,
Observa a paleta e lhe diz a partir:
“Que belo este quadro, mas o quê que encerra?
Cadê o cotidiano na festa que erra?”
Contempla este quadro a paz ou a guerra? 
Talvez um campo florido, ou pândegos na taberna! 

E riem os dois, ergue um copo reluzente,
Enquanto o artista busca o gesto presente.
Maravilhar ânimos, a vida em cor,
Cada traço, um passo, um pedacinho de amor.
Amor esse que engana, mas nunca chama!
E quando está em chama, nunca engana! 

Então, num segundo, ele jorra mais tinta,
Mistura na paleta a vida que se despinta.
“Olha, querido amigo, a beleza na dor,
Pois a arte é viver, e viver é amor!”
"Amor é tinta que pinta sem se ver! - 
Dizia Camões ou parecido dizer!"

A simplicidade surge como o sol a brilhar,
Na tela a verdade se começa a formar.
O azul das esperanças, o verde das flores,
A vida é um quadro pintado em amores.
Mas na calada ela revela, bem mais cores! 

"Ah! Se fosse fácil a vida colorir!”
Mas a paleta encontra a sombra e o porvir.
Entre risos e versos, pincéis em caminho,
Pintar é viver, num quadro sem pranto, um daninho.
(Esse danadinho!)

E no fim, meu amigo, lembre-se de amar,
Pois a arte é um jogo, e a vida é um lar.
Com humor de fidalgo, e a leveza do campo,
A pintar nosso ser, num quadro sem pranto, um encanto
Que encanta, sem males que espanta
Apenas num pranto se consegue lavar
Palavras essas, leva-as o vento,
Para para o mar, e amar.


terça-feira, 25 de março de 2025

Descrédito

 O descrédito desta nação só é comparável ao descrédito surreal das administrações de países alheios.


Realmente, tenho que dar razão a um amigo meu:

"Com a progressiva queda de taxas de analfabetismo no mundo, temos cada vez menos analfabetos e cada vez mais imbecis!"

H.V.P.
24/03/2025

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Dores de Crescimento

 Se um dia alternasse

Por um instante que fosse 

Saberia eu cantar a esse doce

Crescimento ordeiro, por Quadras e Eras


Um dia Alternado

Uma lição que se fez

Acabaria eu deitado

De amor morto, Outra vez. 


Saltem pois, casais e amores!

Ignorem essas dores, 

Que no fim, serão prova 

do quanto vos amastes. 


Não o digam - que devo  sentir…

Que - só dor, por mim está bom!

Enquanto assomado de males de amor;

Mesmo doendo, não senti nunca, maior torpor…


Se o tempo me julga, 

A vida também,

Só posso esperar que o faça, também! 

- O Coração de alguém!


E assim perco a mão ao coração

Desnorteia-se a razão 

Descontrola-se a emoção 

Desfeita está, a Ilusão.