segunda-feira, 31 de maio de 2021

Ódios Assomados

 

As labaredas funestas

Do ódio, honestas

Mais não dançam,

Nem cantam,

Mas quando cantam e dançam,

O fazem chorando derrotas

Hecatombes almareadas

Civilizações tombadas

Tomadas, chagadas por egos

Que em Terra de cegos

Usam pregos que relegam

Pútridas verdades sombrias

 

O direito sai canhoto.

 

A verdade pueril, servil abstrusa.

 

Hologramas e caracteres

Idealizados, Quais preferes?

Engodos da imperfeição alheia.

Das poucas colheitas,

Que dissaboreará quem a semeia

Quem colhe? É natural que se molhe.

 

Sem sal, sem pão nem recheio

Evidências: pessoas de permeio

Em gaiolas douradas de ficção

Seguro confortável para a fricção

Cruel e arejada de uma existência

Nos bate e faz crescer, mas no fim,

Nem por isso nos permite maior existência.

 

Revolta. Revolta e gritos. Gritos e ódio.

Amordaçadas por logros cobardes

Assomo de civilidade idílica

Elevação sacra, intelectual, terna, Divina...

 

Filhos da Puta!

 

 

”Júan” João Bernardo, o Cavaleiro de Pau do Apocalipse

31/05/2021